O Mágico de Floyd

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E eu fui na minha dvdteca, toda animada e peguei o Juventude Transviada MAS de canto eu vi O Mágico de Oz. Aí não teve jeito. Uns tempos atrás eu tive uma recaída e fiz a blasfêmia de dizer que O Mágico de Oz tinha passado de primeiro para segundo lugar na minha lista de filmes-que-eu-mais-amo-na-vida (essas listas são bem importantes pra mim, sabe). Mas tem coisas que não mudam por mais que você queira. Eu lembro de ainda muito pequena assistir O Mágico de Oz com minha irmã em nossa antiga casa. E você sabe que um filme (ou livro) é bom quando você o conhece quando pequena e conforme você cresce, você não desdenha o filme (ou livro), porque ele cresceu junto. E eu nunca li o livro. Mas minha amiga Dri acabou de ler e me disse uma coisa interessante: os sapatinhos de rubi são prateados no livro. E isso fez sentido**.

PS. Alguém me empresta o Dark Side of The Moon do Pink Floyd só pra eu saber se é verdade? Porque eu faria disso uma ocasião, sabe? Risotto de queijo+vinho+mousse de chocolate.

Do Rockwave.com:

Tudo começou em junho de 1997, quando um DJ de uma rádio classic rock de Boston, nos EUA, disse que o disco “Dark Side Of The Moon”, lançado pelo Pink Floyd em 1973, seria uma espécie de trilha sonora alternativa para o filme “O Mágico de Oz”. Se você colocasse o disco pra rodar no ponto certo do filme, as imagens casavam perfeitamente com as músicas.
Você ouviu essa história? Bastante gente ouviu. Tanto isso que, uma semana depois, as vendas do disco haviam triplicado.
Funciona assim: você deixa o CD esperando em pause.
Assim que, na abertura do filme, o leão da Metro der o terceiro rugido, você solta o pause e deixa o CD rodar.
Nem o filme nem o CD devem ficar com o volume alto demais.
Você precisa escutar os dois ao mesmo tempo para obter os melhores resultados e perceber as coincidências.
Como a gente sabe dessas coisas? Você acha que a gente sabe só de ouvir falar?
A redação fez o teste.
Com o vídeo de “O Mágico de Oz” e o disco “Dark Side Of The Moon” em mãos, a gente saiu caçando coincidências. Desde as mais forçadas até as mais, digamos, claras.
Assim, a gente fez uma espécie de guia para quem quiser fazer a experiência e adiantamos: vale a pena, nem que apenas por curiosidade.

(Siga o link de tijolos amarelos e termine de ler, me arrepia só de ler).

* a foto acima é de um editorial que a Annie Leibovitz (gênia, tinha que ser ela) fez pra Vogue em Dezembro de 2003.

**Porque a Dorothy segue pela estrada de tijolos amarelos para chegar até o Mágico de Oz para voltar pra casa, mas o Mágico de Oz é uma farsa. Então ela bate os calcanhares com o sapatinho e volta pra casa, porque o ouro (a estrada) e o poder (o mágico) não a ajudaram e ela se volta para o sapatinho PRATEADO (prata, moeda, coisa de proletário, diferente do verde da Cidade de Esmeralda – o verde do dólar). Ai, eu adoro livro embuído de simbolismo.

Item riscado da lista:

item#2. Assistir os 100 melhores filmes americanos escolhidos pela AFI – 6. THE WIZARD OF OZ (1939) – O Mágico de Oz

da perestroika à louis vuitton

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Deu no New York Times: Gorbachev é um dos novos rostos da campanha de acessórios de viagem da Louis Vuitton; que foi fotografada pela Annie Leibovitz. A Catherine Deneuve e os tenistas Steffi Graf e Andre Agassi também fazem parte da campanha. Gostei do que a Leibovitz fez – porque ela montou uma campanha em cima de cada personagem, e não umas imagens homogêneas, tipo “vamos fazer um tema X”.

A foto do Gorbachev é uma coisa meio James Bond, com o muro de Berlin ao fundo e uma atmosfera escura. No NY Times: Of the group, Mr. Gorbachev appears the least comfortable. He is holding on to a door handle, as if the bag contained polonium 210. Depois do que aconteceu com aquele agente da KGB envenenado, be very afraid Gorby.

Já a Deneuve está a própria Belle de Jour. E a Chan Marshall foi “descoberta” desse jeito pelo Lagerfeld, né. Sentada em uma pilha de malas da Louis Vuitton (e parece que a campanha dela com a Chanel miou, não li mais nada sobre). Eu meio que estou virando a casaca e amando essa maison, sabe. Por causa do Marc Jacobs.

holden, salve-me destes livros.

Parece que as pessoas que me cercam só lêem livros de auto-ajuda com uns títulos absurdos e livros espíritas. Você gosta, ótimo, mas não faça aquela cara de esse-livro-salvou-minha-vida e empurre o livro para eu ler. Aliás, ultimamente, pessoas têm me oferecido livros que mudaram suas vidas e me garantem: sua vida vai mudar. Olhe, não é por nada não pessoa, mas o livro (ou um dos livros) que mudou minha vida não foi de nenhum guru e certamente não foi psicografado, obrigada.

O Apanhador no Campo de Centeio do J.D. Salinger. Um dos livros que mudaram minha vida, assim como Franny&Zooey, do mesmo autor. O mais perto que eu vi o Holden em um personagem de cinema foi em Igby Goes Down; não que eu queira ver um filme do livro – god forbid. O livro começa com Holden Caulfield, o protagonista, em um hospital psiquiátrico – embora não seja falado, mas para bom leitor, bem, você sabe. E Holden nos contas os últimos 3 dias de sua vida antes de ele ser internado. O livro é meio na linha do Joyce, é contado em primeira pessoa, como se as frases estivessem saindo da cabeça do protagonista, uma coisa BEM Finnegans Wake (comentei sobre esse livro uns posts atrás). Acho que o livro tem mais importância para mim porque eu o li antes dos 19 e acho que eu estava in a Holden Caulfield frame of mind, pode-se dizer. É um livro controverso, Mark Chapman, o assassino de John Lennon dos Beatles, leu o livro e decidiu matar Lennon.

Como escreveu Marco Antônio Bart, do Scream&Yell :

É bastante possível que você nunca tenha lido O Apanhador. No entanto, se você tem um mínimo de “antenidade” com o mundo que o cerca, muito provavelmente já leu ou ouviu alguma alusão ao livro no cinema, em jornal, revistas ou em outros livros. O fato é que este singelo romance de 1951 virou lenda ao longo dos anos, e fez de seu autor, Jerome David Salinger, um dos maiores mistérios da história recente da literatura. A pequena revolução que O Apanhador causou no comportamento da juventude americana – e por tabela, no comportamento da juventude do mundo todo – ecooa até hoje, fazendo parte da cultura da segunda metade de nosso corrente século.”

É isso. Se você se interessou leia mais aqui.

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Falando em Lennon, na manhã do dia em que ele morreu, a fotógrafa Annie Leibovitz (aquela fotógrafa que comentei no post “Alice, Matrix e Donnie Darko”) fez uma foto linda do mesmo, nu, com a Yoko Ono, que acabou na capa da Rolling Stone, na qual ela era chief-photographer. Ela manteve um longo relacionamento com a ensaísta e inteligentíssima Susan Sontag (Styles of Radical Will é um de meus livros favoritos dela, que ganhei do Ale junto com uns livros da Anne Rice e da Nigella Lawson) – mentes criativas e inteligentes se atraem.

alice, matrix e donnie darko

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Que Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll é um clássico da literatura mundial você já sabia. Assim como O Pequeno Príncipe de Antoine de Saint-Exupéry. Mas se engana quem acha que estes são apenas livros de literatura infantil.

Hoje assisti o filme Matrix outra vez, comprei a trilogia em DVD, finalmente. E tracei alguns paralelos entre Alice in Wonderland (e o Through Looking Glass) e dois filmes que adoro: The Matrix e Donnie Darko. As comparações entre Alice e Matrix são óbvias, já que o filme faz referências verbais ao mundo de Alice- já em Donnie Darko as referências são mais sutis.

Alice in Wonderland – The Matrix – Donnie Darko

Personagens:
Alice in Wonderland: Alice;
The Matrix: Neo;
Donnie Darko:Donnie Darko
Pessoas que conduzem os personagens:
Alice in Wonderland: Coelho Branco;
The Matrix: Morpheus (através de uma tatuagem de um coelho branco) ;
Donnie Darko: Um homem (Frank) em uma fantasia de coelho;
Lugar:
Alice:País das Maravilhas
Matrix: O mundo real
Donnie Darko: Universo Tangente
 Estado emocional dos personagens:
Ambos Alice e Neo não distinguem sonho de realidade – já Donnie não distingue sonho de pesadelo;
 O espelho:
Em Through the Looking Glass, Alice ela entra em um reino através do espelho , assim como Neo entra pela primeira vez no mundo real (e o espelho fica líquido, assim como ele está imerso em um líquido parecido com o líquido amniótico, aquele fluído que envolve o embrião) – Donnie tem visões de Frank através de um espelho;
 Estados alterados de realidade:
Alice come um bolo que altera sua percepção da realidade, deixando-a maior ou menor e Neo através de uma pílula vermelha passa do mundo virtual ( a Matrix) para o mundo real, já Donnie toma pílulas anti-psicose para suas visões;
 Guia que aconselha:
O Gato de Cheshire em Alice– O Oráculo em Matrix – E a Psiquiatra em Donnie Darko (mas há outros, como os professores e a escritora Roberta Sparrow)
(foto acima – fotógrafa: Annie Leibovitz em um ensaio para a revista Vogue, Alice como tema. Uma outra hora eu falo sobre essa fotógrafa, acho o trabalho dela fenomenal).