Um gato sem botas de coleira e Platão 

Descemos com o Yubi de coleira ontem para o gramadinho em frente ao prédio. Estranhou no começo, mas logo que encontrou a grama esqueceu que estava em campo aberto, digamos assim. O céu estava estrelado, dessas coisas que só o interior proporciona, desculpa-e a noite abafada. E eis que a única vez que segurei a coleira, ele se desvencilhou dela. Bem de frente pra cerca elétrica do prédio. O passeio dele acabou ali, coitado. 

Quando subiu pro apartamento logo se jogou no tapete da sala e ficou rolando, enquanto as gatas o contemplavam placidamente. Ele naquele momento era o prisioneiro do Mito da Caverna de Platão, que depois de sair da caverna e entrar em contato com o mundo real e a natureza, volta para a caverna para contar aos outros prisioneiros o que viu, mas é desacreditado pelos demais, afinal, a caverna é o mundo real destes. 

E pensar que o lugar de onde eu entro e saio livremente todos os dias, é todo o universo dos meus gatos de apartamento.

há uma vida maravilhosa.

De olhos e coração abertos <3

De olhos e coração abertos ❤

Sou a primeira a deitar e rolar na amargura das coisas que não deram ou não estão dando certo. Falo isso de cátedra. Fiquei pensando nisso no papo que rolou nos comentários de ontem*.

Quando eu tinha 28 anos, saí de um casamento de 8 anos. Lembro que na época achava que minha vida tinha acabado, me achava velha (!), especialmente em comparação aos amigos da minha idade. Voltei a morar com meus pais e realmente não tinha muitas expectativas do que poderia acontecer. Queria voltar a estudar (coisa que comecei e parei nesses anos todos, quem me lê desde aquela época conhece a velha história), trabalhar – mas nem imaginava encontrar um grande amor. Pra mim, amor romântico tinha morrido, escafedeu-se.

Quem diria que depois de 3 meses de tomar essa decisão, minha vida mudaria tanto. Conheci o namorido, conheci outros países, outras tantas pessoas, mudei de estado, emprego, compramos e vendemos nosso primeiro apartamento, nosso carro o Pedra-Pomes ainda está com a gente, e como diz a Mallu Magalhães: e se perguntarem por mim, diga que estou ótima.

7 anos depois, com um companheiraço e 3 gatos debaixo dos braços, faço das palavras da Brenda Myers-Powell, minhas:

Estou aqui para te dizer – há vida depois de tanto sofrimento, de tanto trauma. Há vida mesmo após as pessoas te dizerem que você não vale nada. Há vida, e não apenas uma vidinha qualquer. Há uma vida maravilhosa.

*eu queria sempre poder interagir mais com quem me lê, mas entendo que as pessoas nem sempre comentam, afinal, eu mesma leio tanto blog e dificilmente comento 😉

oi

anna karina

Voltei. Amanhã é o casamento da minnha irmã e estou muito feliz por ela. Essas semanas tem sido agitadas, ajudá-la a escolher o vestido, maquiagem, cabelo, venue, o ombre hair que fiz no meu cabelo, a faculdade (sim, estou estudando, finalmente), a procura por um estágio (sim, é preciso começar de baixo quando se troca de área), e o meu violão – coitado – nem afinado foi depois da mudança.

Essa minha mania de levar tudo à ferro e fogo. Vou continuar falando de moda aqui no blog sim, é um assunto que eu gosto muito, mas não muito focado nesse negócio de look do dia, peguei ranço desse negócio. Mas vou voltar a fazer o Provador e falar das coisas que estou consumindo no momento ❤

Provador: à busca de uma peça para o frio.

Fui atrás de alguma peça pra viajar, algo que eu pudesse usar no frio de Montevidéu e adaptado para nossas estações.

1. Cardigã com pelo (Renner)

Achei a cor bonita, e o pelo falso muito macio. Mas também que ficaria mais bonito em minha mãe do que em mim. Ainda assim, pra quem está querendo a peça com algum detalhe com pelo, achei o acabamento e a qualidade bons. R$159,99.

Update: devia ter levado #jonsnowfeelings

2. Blusa listrada, colete de sarja verde-militar e calça flare jeans

Como fui sozinha, saí mandando WhatsApp pra mãe, irmã e marido. Já estava com tudo pra passar no caixa, quando as respostas começaram a pingar de volta.

A única pessoa que gostou do colete tanto quanto eu foi minha mãe, que achou moderno. Minha irmã só disse que não gostou, mas que a camiseta e calça eram keepers. O Gi foi categórico: parece que tá indo pescar. Não pude deixar de rir.

Decidi então dar um break e ir no Starbucks tomar um café (só uma desculpa pra comer o roll de canela e um espresso).

3. Calça de alfaiataria de moletom (Stroke)

Já voltando pra Renner, vi que a Stroke também estava em liquidação (nada da Zara ainda) e entrei. Acabei me apaixonando por uma calça de alfaiataria de moletom. Esqueci do colete de sarja da discórdia e acabei trazendo a calça pra casa.


Aqui já em casa, vestindo pro Gi ver. A blusa é uma de crepe da Totem, velhinha já. A calça é tipo moletom mesmo, mas tem esse corte de alfaiataria; e depois da viagem ainda consigo usar bastante ela por aqui.

Até o próximo provador!

assimtudodeumavez

Fiquei meio loira de novo, o cabelo estava super comprido – cortei também. A inspiração da cor veio dessa foto da Olivia Wilde, a eterna 13.

c3f5632278537d07230d581b446f0926 Essa semana de trabalho é mais curta por causa do feriado, vamos pro Paraná no casamento de uma prima do marido (de carro!). O que me deu a desculpa de comprar um vestido lindo da Les Lis Blanc que eu estava namorando; a Les Lis é minha loja favorita desde que me mudei pra SJC, meu guarda-roupa tá virando catálogo da loja. Fiquei tão doente umas 2 semanas atrás, fiquei sem ir trabalhar por uma semana, tive que ir ao hospital.

Vou viajar com a minha mãe no comecinho de Janeiro, só nós duas, 8 dias. Depois da viagem posto as fotos. Minha diversão no momento é planejar essa viagem – depois da França, descobri que sou boa nisso, planejar roteiros e etc. A Capitu, a gatinha branca e bege, teve que fazer um ultrassom essa semana e está com a barriga raspada. Resultado do hemograma indicou gordura no fígado – comida controlada agora. Eu vou ter 30 dias de recesso + 15 dias de férias – ou seja, vou descansar bastante. Ainda faltam 3 semanas de aula, cada turma tem mais ou menos só 6 aulas – contagem regressiva agora.

1234918_498374923579988_1775146319_n(eu (de blazer marinho) na vernissage de fotografia da escola, junto com os organizadores e um aluno)

Dias atrás, uma turma teve um dia de apresentações. Uma aluna ensinou técnicas vocais, a aluna bailarina ensinou stretching techniques, a outra aluna ensinou a fazer brigadeiro, a outra ensinou desenhar a Jack Union Flag, uma outra aluna (de outra turma) nos ensinoua fazer um friendship bracelet, outras alunas a fazer origamis, etc. Quando dada a chance, alunos são ótimos professores.

Aproveitando a função do Kindle de baixar amostras de livro, peguei Inferno do Dan Brown. Obrgada, Kindle, me salvou de ter comprado esse livro e me arrependido. Quero baixar um livro do Scott Thornbury com o Luke Meddings que li um pedaço, muito bom. Sábado à noite fiz o famoso quibe de abóbora kabocha com recheio de ricota e molho de iogurte.

Já é 13

Os dias se desenrolam assim: um dia você fica feliz porque já é dia 1 e no outro, nossa, quase 2 semanas se passaram. Andei tendo crises de ansiedade. O que me ajuda (ó, lembro da terapia sempre) é estabelecer rotina. Fazer as unhas toda sexta, academia de manhã (se bem que essa semana não fui um dia sequer!), fazer janta à noite, etc. Minhas aulas de sexta tem sido tão gostosas. É um grupo de conversação avançado e toda semana alguém faz uma apresentação. Essa semana, a aluna indiana falou sobre a história de Ganesha e levou Masala chai pra gente tomar, uma querida.

Hoje: churrasco e muitas provas pra corrigir. Como vão se conciliar não sei.

tudo novo de novo

A adaptação no trabalho não tem sido das mais fáceis e diariamente me pergunto se meu lugar é mesmo ali. Hogwarts deixou marcas muito profundas no meu jeito de trabalhar.

Não entendi o povo dessa cidade ainda. Sabe criança quando tem problema ou só chora ou só regride o comportamento porque não sabe o que fazer? Essa sou eu agora aos 34 anos.

Acordei hoje cedo pra corrigir coisa de aluno. E um deles escreveu uma coisa tão fofa. Essas coisas me fazem ficar, por enquanto. Achar a alegria, esse tem sido meu trabalho.

tirando as teias do blog

Eu tô doente. Queria cama, queria dormir a tarde toda. Saudade de escrever aqui, tem tanta coisa acontecendo. Tipo, finalmente nos rendemos e compramos um Kindle – daí a mocinha quer o quê? Ir na livraria e comprar TODOS os livvros do Paulo Freire, assim, de papel mesmo. Meu bairro teve uns apagões esse final de semana, daí lembrei que eu tinha comprado uns porta-velas (com velas, claro) na Les Lis Blanc Home – só pra lembrar depois que não tenho nem fósforo nem isqueiro. Adoro essa palavra, isqueiro.

Quero: escrever todos os dias, qualquer coisa, me apaixonar por escrever aqui de novo, senão não vale.