Nadas importantes.

Which of all my important nothings shall I tell you first?
Jane Austen, from a Letter: Wed-Fri, 15-17, June 1808

Esses dias tem sido corridos, depois eu conto o porquê. Mas só sei que junta isso, com a viagem que vou fazer com a minha mãe e outras minúcias, pronto. Já é 19:15, parece que acabei de acordar, passou muito rápido!

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Cozinhar todos os dias, almoço e janta, é um exercício de imaginação. Temos tentado comer menos carne, acho que foram aquelas duas semanas de Dukan que eu fiz que ó, peguei ranço de carne. Hoje a janta é sopa de ervilha com crouton. E estou simplesmente maluca pra fazer sagu de vinho com creme de baunilha.

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Elaine.

Nós temos Hulu em casa, e desde junho o Hulu adquiriu os direitos de transmitir TODAS as temporadas de SEINFELD, só a melhor série de TV ever. Better Call Saul (alô fãs de Breaking Bad!) e GoT já acabaram suas respectivas temporadas, então estou revendo Seinfeld todos os dias. É demais, a série acabou há 17 anos (!!!) e continua super atual. A definição de clássico.

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hey na na, eu vim aqui pra te falar o que eu ando…

OUVINDO: TWEEDY E BANDA DO MAR

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TWEEDY – O Jeff Tweedy (Wilco) e o Spencer Tweedy (filho)  agora tocam como Tweedy, ouvindo sem parar Sukierae, o álbum que foi lançado o ano passado; Summer Noon está na trilha sonora do incrível Boyhood do Linklater.

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BANDA DO MAR – Acho que dispensa apresentações. Álbum (homônimo) solar do começo ao fim, com vocais alternados de Camelo e Mallu. Também fica no repeat no meu Spotify.

LENDO: A GAME OF THRONES (GEORGE R. R. MARTIN) – Kindle Edition

Eddard
(imagem via)

Comecei agora o primeiro livro e já estou prevendo que vou precisar deles na minha estante.

ASSISTINDO: GAME OF THRONES

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A razão pela qual eu comecei a ler o livro. Estou acompanhando a 5a temporada e como assim ninguém me falou pra assistir antes? (Falaram). Jon Snow e Daenerys – minhas linhas narrativas preferidas.

FAZENDO NO CABELO: MEIO-PRESO

Alexa Chung hair

90% das vezes que você me ver na rua, meu cabelo vai estar preso assim. Porque é prático, porque é bonito, porque é todo querido anos 60.

COMENDO: DIETA DUKAN – FASE CRUZEIRO

dukan

Queijo mascarpone com cacau, assados, legumes, saladas, gelatina, doce de abóbora…. Tudo isso faz parte da minha dieta na Fase Cruzeiro. Tem sido dificil, tem dias que dá vontade de jogar tudo pro alto e comer um prato de macarrão carbonara. Mas a bichinha tem funcionado, então a dieta fica.

PLANEJANDO: A VIAGEM PRA MONTEVIDÉU

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A segunda coisa que eu mais gosto de fazer depois de viajar é planejar a viagem. Adoro estudar mapa, achar lugares inusitados pra comer e visitar. Quem já foi pode me dar dicas, aceito todas.

DESEJANDO: TER UMA REDE DENTRO DE CASA

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Não vejo a hora!

ACESSANDO: ANINE’S WORLD (BLOG DA DESIGNER ANINE BING)

Anine Bing showroom

Anine is one cool lady. Inspiração pra quem eu quero ser quando eu crescer. Mãe, esposa, designer, através do blog ela nos leva à sua sala de criação, suas viagens e passeios com os filhos, inspirações.

lendo e assistindo no momento

complete Sherlock HolemsEsse foi meu presente de natal do marido. Uma edição de colecionador de Sherlock Holmes do Sir Arthur Conan Doyle. Ainda estou no Volume I e a maioria das histórias eu já li, mas nunca na cronologia certa, isso é verdade. Eu havi esquecido o quanto eu gostava de Sherlock Holmes até assisitir o seriado Sherlock o ano passado, com o bonitinho do Benedict Cumberbatch.

sociopath

A quarta temporada começa a ser filmada esse mês, mas ainda vamos ter que esperar até o ano que vem pra assisti-la. Note to self: rever a série antes das férias acabarem. Esse Sherlock Holmes é bem mais próximo do Sherlock que eu sempre imaginei, ao contrário do encrenqueiro, mulherengo feito por Robert Downey Jr. Eu adoro ele, o Robert Downey Jr. – por causa de Ally McBeal, claro – mas o Sherlock do Cumberbatch é mais verossímil e crível.

Outra série britânica que estou assistindo é Black Mirror. Não conhece? Não sabe do que se trata? Corre pra ver. Como o criador da série disse ao The Guardian: O black mirror (espelho negro) do título é o qual você encontra em toda parede, mesa, na palma de toda mão; a fria e brilhante tela de uma TV, um monitor, um smartphone. A série explora a vida diária e o lado negro da tecnologia.

E voltando ao Robert Downey Jr. (isso já está parecendo aquele jogo, 6 Degrees of Kevin Bacon – mas parece que dá pra jogar com o Downey Jr. também!), ele comprou os direitos do episódio “The Entire History of You” (aquele com o re-do) pra virar filme. Esse episódio me fez lembrar de um filme:

the final cut

The Final Cut tem um viés diferente, as pessoas tem um chip implantado na cabeça que grava toda sua vida, mas as pessoas não são capazes de acessar essa gravação – quem faz isso são os cutters (editores), pessoas que são contratadas após a sua morte pra editar sua vida em um filme pra ser passado no seu funeral. Corta-se o ruim? A violência que você cometeu ou sofreu? Como as pessoas só ficam sabendo se tem o chip aos 21 anos (nem todo mundo pode ter um implante, porque é caro), muitas mudam de vida ou atitude após saberem do implante, o chip redentor podemos dizer.

Já em The Entire History of You de Black Mirror, as pessoas tem um chip implantado (grain) que as permite rever suas vidas ao toque de um controle remoto.A última forma de entretenimento. As repercussões são muitas, mas o episódio foca bastante em relacionamento. Sabe aquele negócio de você dizer que falou uma coisa e a pessoa insistir que você falou outra? Pois é, com essa tecnologia nao tem mais isso, porque além de rever sua vida, você pode transmiti-la em sua TV.

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Meu episódio preferido até agora: White Christmas.

Mas o meu episódio preferido de Black Mirror até agora foi o especial de natal, White Christmas. Corre pra assistir.

Já acabou

14889754472_75646a9506_z(vontade de ficar loira assim)

Último dia do mês e juro que não parece que a última vez que eu escrevi aqui foi há 21 dias atrás. 21 dias, poderia ter criado um hábito novo, mas não, estou aqui com os mesmos hábitos de antes. Ainda não acabei o livro de Setembro do Rory Gilmore Reading Challenge, mas acabo em Outubro mesmo e posto depois.

Uma coisa que eu não falei é que tenho HULU em casa desde o comecinho de Agosto. Ou seja, uma quantidade nefasta de séries de TV e filmes, com o added bonus de ter comercial americano (adoro comercial, esse é o meu favorito no momento http://www.youtube.com/watch?v=o0h-xTGWyEM). Estamos assistindo 3rd Rock From The Sun – eu via na época que passava mesmo, quase 20 anos atrás – o John Lithgow maravilhoso (“I’m gorgeous!”) e o Joseph Gordon-Levitt novinho de tudo (nunca entendi essa expressão, novinho de tudo, mas sempre falo, junto com algumas outras coisas que segundo meus alunos só velhos falam, como besteirento friorenta).

 

 

 

hoje eu fui jantar assim

blusa: Kodifik

Hoje fomos no restaurante japonês que sempre vamos, o Samurai Mix.

Toda vez que vamos à esse restaurante eu acabo comendo demais mesmo. eu começo com os sushis: nigiri de atum (aquele que é um retângulo de arroz com uma fatia de atum cru por cima), nigiri de salmão (a mesma coisa, só que com salmão cru),  nigiri de camarão (a mesma coisa dos outros dois, só que com uma camarão bem grande), sashimi de salmão (o favorito do Gi), arroz branco com umeboshi, missoshiro com tofu e cebolinha, shimeji refogadao com shoyu e alho poró… Enfim.

Agora vamos ver Lost. Eu estou assistindo a última temporada porque, né. Tenho que saber como acaba. Mas a história toda com o John Locke me decepcionou. Ele era o personagem redentor. Isso não quer dizer que eu me simpatizasse demais com ele, só achava ele importante na história. Tipo um coadjuvante essencial, como o Canceroso de Arquivo-X.

fierce bitches

may-90210-homepageDonna Martin, Brenda Walsh, Kelly Taylor e Andrea Zuckerman. Fierce bitches. Via WhoWhatWear.

Eu sabia que os anos 90 seriam the new eighties. Não ligo pra série nova, mas a original. AH. Eu assistia Barrados no Baile só pra copiar os modelitos da Brenda e depois ia com a minha mãe à busca de tecidos e na costureira munida de meus desenhos, feitos à frente da TV enquanto eu torcia pra Brenda ficar com o Dylan. E o editorial partiu da susposta pergunta: o que as meninas do seriado original usariam hoje? Achei que acertaram a Brenda em cheio. No seriado vimos muita cintura alta, tanto pra calça como pra saias, sapato stiletto e cabelos bagunçadinhos pras meninas – acho que essa jaqueta de rebites veio da conexão da Brenda com o Dylan – o moderno James Dean. Fazia tempo que eu não via um editorial tão bonito. Bravo!

brenda

headquarters

E hoje eu comecei a assistir a segunda temporada de Heroes. E a Ali Larter nem apareceu na premiere. E eu só assisto Heroes pra ver ela. Fiz risoto de abóbora japonesa pra jantar enquanto assistia. Porque Heroes eu estou vendo no computador mesmo, os episódios foram baixados na internet, porque na tv à cabo sabe-se lá quando vai passar a segunda temporada aqui no Japão (ainda estão transmitindo a primeira temporada, tipo episódio 13 ou 14).

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 Ah, não tem nada como tomar um banho quente, colocar um pijama de flanela e sentar-se na frente do computador, comendo e vendo seriado. (Mas eu sento longe do computador pra não queimar as retinas, Mãe. E não se preocupe, vou marcar o dentista e comer mais verdura. Beijo, te amo). E não que eu me contente com a mais ordinária das vidas e a incessante sofreguidão dos dias. Mas quem eu engano, sou mesmo a mulher da boca de hortelã do Chico Buarque.

E parece que o Cirque du Soleil vai voltar a se apresentar em Nagoya. Eu perdi da última vez e agora tenho outra chance de ir ver. E pra mim eles são o único tipo de circo. Circo de gente.

E não é que acharam aquele Picasso do período azul e o Portinari que haviam sido roubadosdo Masp? Eu já tinha dado por perdido esses quadros. Eu teria pego o L’Arlésienne do Van Gogh, com a cadeira laranja e o fundo amarelo-limão pálido.

E enquanto isso o povo se joga no BB8 e no novo visual loiro da Amy Winehouse (da série coisas-nulas-que-não-acrescentam-nada-na-minha-vida).

* a foto acima é do fotógrafo Peter Hujar da Susan Sontag, em 1975.

ano novo

Lembra aquele episódio de Mad About You em que o Paul foi fazer um documentário sobre dois caras que há décadas eram os responsáveis pela bola que desce em Times Square, marcando o ano-novo? Já há alguns anos eu acompanho a bola cair pela CNN (que, aliás, só serve pra isso mesmo, mostrar a bola de Times Square descendo) só pra ver se acontece de o tempo parar, igual naquele episódio. Porque a bola enroscou e não queria descer e o povo todo louco que faz contagem regressiva ficou “…1, 1, 1…”.

E fazer contagem regressiva em casa, à dois, é bizarro, no mínimo. Primeiro porque existe um negócio chamado fuso horário, pessoas – e não importa se você faz contagem regressiva, porque em outros lugares do mundo ainda não é o ano novo. Mas faz sentido, se você tá no meio da multidão, na praia de Copacabana ou em Times Square. Porque daí você deixa de ser você e passa a fazer parte da “multidão”.

E eu não tenho muitos rituais de passagem. Pular onda nesse frio nem pensar, apesar de morar no litoral. Uva eu não tinha, mas lentilha eu comi, bastante. Ficamos sem champanhe, porque eu era a encarregada de comprar e esqueci (porque quis ir no cabeleireiro, na loja de roupas, no mercado…). Minha Möet&Chandon rosé ficou pro meu aniversário então. Resoluções, muitas. E hoje à noite: jantarzinho, cinema e eu preciso comprar uma bolsa. Grande. 

Hmmm, será que ainda tem aquela torta vienense de chocolate na geladeira?

o oposto

E deixa eu te contar que nesse final de ano eu tomei umas resoluções. Bem sérias até. Porque Orkut e Fotolog serviram pra alguma coisa pelo menos; serviram de filtro tanto pra cortar relações de vez com pessoas as quais eu por um motivo ou outro do distante passado ainda teimava em querer ser amiga quanto pra fortalecer algumas que eu achava ter perdido. Tanta gente que eu achava bacana se tornou meio insuportável até. Acontece. Até um tempo atrás eu sofria demais com isso. Mesmo. Mas a verdade é que com 28 anos na cara eu aprendi (tem gente que aprende bem antes) que a gente amadurece e endurece um pouco – mas só o suficiente pra não ouvir tanta bullshit dos outros. E o lado que não endurece tanto aprende a valorizar quem te gosta de verdade, né.

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Tem um episódio da quinta temporada do Seinfeld The Opposite* – que o George Costanza (acima, no mencionado episódio), resolve fazer tudo ao contrário do que ele normalmente faz só pra ver se alguma coisa na vida dele dá certo. É um dos melhores esse (e recentemente teve uma votação no Yahoo pra saber qual o melhjor episódio e o The Soup Nazi tava ganhando. Discordo, hein? Nem vi o resultado depois, meio indignada e tudo).

Pois é. Mais ou menos isso. Deal with it.

*um trecho do episódio, porque é muito bom mesmo:

George : It’s not working, Jerry. It’s just not working.
Jerry : What is it that isn’t working?
George : Why did it all turn out like this for me? I had so much promise. I was personable, I was bright. Oh, maybe not academically speaking, but … I was perceptive. I always know when someone’s uncomfortable at a party. It became very clear to me sitting out there today, that every decision I’ve ever made, in my entire life, has been wrong. My life is the opposite of everything I want it to be. Every instinct I have, in every aspect of life, be it something to wear, something to eat … It’s all been wrong.

( A waitress comes up to George )

Waitress : Tuna on toast, coleslaw, cup of coffee.
George : Yeah. No, no, no, wait a minute, I always have tuna on toast. Nothing’s ever worked out for me with tuna on toast. I want the complete opposite of tuna on toast. Chicken salad, on rye, untoasted … and a cup of tea.
Elaine : Well, there’s no telling what can happen from this.
Jerry : You know chicken salad is not the opposite of tuna, salmon is the opposite of tuna, ‘cos salmon swim against the current, and the tuna swim with it.
George : Good for the tuna.