Nadas importantes.

Which of all my important nothings shall I tell you first?
Jane Austen, from a Letter: Wed-Fri, 15-17, June 1808

Esses dias tem sido corridos, depois eu conto o porquê. Mas só sei que junta isso, com a viagem que vou fazer com a minha mãe e outras minúcias, pronto. Já é 19:15, parece que acabei de acordar, passou muito rápido!

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Cozinhar todos os dias, almoço e janta, é um exercício de imaginação. Temos tentado comer menos carne, acho que foram aquelas duas semanas de Dukan que eu fiz que ó, peguei ranço de carne. Hoje a janta é sopa de ervilha com crouton. E estou simplesmente maluca pra fazer sagu de vinho com creme de baunilha.

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Elaine.

Nós temos Hulu em casa, e desde junho o Hulu adquiriu os direitos de transmitir TODAS as temporadas de SEINFELD, só a melhor série de TV ever. Better Call Saul (alô fãs de Breaking Bad!) e GoT já acabaram suas respectivas temporadas, então estou revendo Seinfeld todos os dias. É demais, a série acabou há 17 anos (!!!) e continua super atual. A definição de clássico.

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uma quarta-feira fria em Nova York – parte 1

Apesar de estar atolada com os mil projetos de conclusão do curso (TEFL), no dia 21 de janeiro, quarta-feira, acordei tarde (porque eu já sabia que não ia mesmo) e seguimos pra Manhattan pra visitar o MET (abreviação de Metropolitan Museum). A gente já sabia que não ia conseguir ver o MET em um dia só, então fomos sossegados, porque teríamos que voltar uma segunda vez.

Do Port Authority Bus Terminal na 8a avenida com a 42nd, fomos subindo em direção ao Bryant Park, que é atrás da Biblioteca Municipal, onde compramos um cappuccino to go – lá atrás enxerga-se o Chrysler Building.

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Subimos até a 42nd com a 5th avenue (nossa Oscar Freire), na frente da Biblioteca Municipal. E fomos subindo  a 5th avenue sentido Central Park. No comprimento da 5th avenue ficam as lojas mais chics de NYC, e a parte da 5th avenue que é paralela ao Central Park é conhecida como Museum Mile – de tanto museu junto que tem.

Mas eu queria mesmo era olhar as vitrines – window shopping. Eu poderia fazer um livro de fotografia disso (Gio, olha um projeto pra gente: eu escolho as vitrines e você fotografa, aceita?). E quando chegamos na Tiffany&Co eu tive que parar. E pensar na Holly Golightly. E olhar as jóias. Me imaginei de pretinho Givenchy e um colar de pérolas de três voltas, imaginei que estava amanhecendo e eu tomava Breakfast at Tiffany’s.

nyc_1036vitrine da H&M na 5th avenue – coutoure para as massas. olha a estrutura desse casaco.
nyc_1052fazendo a Holly G. – mas sem wayfarer, café e damish pastry. um vestidinho Givenchy preto básico também ajudava.

Você anda na 5th avenue ate chegar ao Central Park e então você avista a loja da Apple. Mas do lado da loja da Apple fica a F.A.O Schwarz – famosa loja de brinquedos por causa daquel filme com o Tom Hanks que ele é uma criança que fica adulta e dança naquele piano gigante (Quero Ser Grande o nome do filme?).

A loja não é impressionante. Esperava bem mais. O segurança da porta está vestido de O Soldadinho de Chumbo.  Pra comer doces eu sei que eu deveria ter ido na Dylan’s, (que é chamada a maior loja de doces do mundo, a loja é tem sua própria linha de doces, supervisionada pela fundadora e CEO Dylan Lauren – filha do designer Ralph Lauren) – mas lá na F.A.O. tinha uma seção de doces e pegamos quase 1kg de balas, m&m, skittles, gummy bears, licorice e outras gostosuras.E eu me encantei com os figurines de O Mágico de Oz. Caaaaro.

Sabe esse monte de árvore seca que dá pr ver através da entrada da loja da Apple? Então, alí já é o Central Park. Então contiuamos seguindo a 5th avenue paralela ao Central Park pra chegar ao MET.

nyc_1058Entrada da loja da Apple na 5th avenue

o oposto

E deixa eu te contar que nesse final de ano eu tomei umas resoluções. Bem sérias até. Porque Orkut e Fotolog serviram pra alguma coisa pelo menos; serviram de filtro tanto pra cortar relações de vez com pessoas as quais eu por um motivo ou outro do distante passado ainda teimava em querer ser amiga quanto pra fortalecer algumas que eu achava ter perdido. Tanta gente que eu achava bacana se tornou meio insuportável até. Acontece. Até um tempo atrás eu sofria demais com isso. Mesmo. Mas a verdade é que com 28 anos na cara eu aprendi (tem gente que aprende bem antes) que a gente amadurece e endurece um pouco – mas só o suficiente pra não ouvir tanta bullshit dos outros. E o lado que não endurece tanto aprende a valorizar quem te gosta de verdade, né.

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Tem um episódio da quinta temporada do Seinfeld The Opposite* – que o George Costanza (acima, no mencionado episódio), resolve fazer tudo ao contrário do que ele normalmente faz só pra ver se alguma coisa na vida dele dá certo. É um dos melhores esse (e recentemente teve uma votação no Yahoo pra saber qual o melhjor episódio e o The Soup Nazi tava ganhando. Discordo, hein? Nem vi o resultado depois, meio indignada e tudo).

Pois é. Mais ou menos isso. Deal with it.

*um trecho do episódio, porque é muito bom mesmo:

George : It’s not working, Jerry. It’s just not working.
Jerry : What is it that isn’t working?
George : Why did it all turn out like this for me? I had so much promise. I was personable, I was bright. Oh, maybe not academically speaking, but … I was perceptive. I always know when someone’s uncomfortable at a party. It became very clear to me sitting out there today, that every decision I’ve ever made, in my entire life, has been wrong. My life is the opposite of everything I want it to be. Every instinct I have, in every aspect of life, be it something to wear, something to eat … It’s all been wrong.

( A waitress comes up to George )

Waitress : Tuna on toast, coleslaw, cup of coffee.
George : Yeah. No, no, no, wait a minute, I always have tuna on toast. Nothing’s ever worked out for me with tuna on toast. I want the complete opposite of tuna on toast. Chicken salad, on rye, untoasted … and a cup of tea.
Elaine : Well, there’s no telling what can happen from this.
Jerry : You know chicken salad is not the opposite of tuna, salmon is the opposite of tuna, ‘cos salmon swim against the current, and the tuna swim with it.
George : Good for the tuna.