Pollock

Autumn Rhythm (Number 30) – October 1950

Esse é o meu quadro preferido do Pollock. (clique para ampliar). Aqui eu estava no MET. Ao vivo a pintura ganha movimento, fiquei imaginando o Pollock sobre a tela (que ficava no chão). Vontade de assistir “Pollock”de novo – a Marcia Gay Harden está sensacional. Ah, e Basquiat também. De assistir, digo.

Em 2001 ela ganhou o Oscar de melhor atriz coadjuvante em Pollock. Aqui no filme, em frente à tela em questão.
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sintoniza

De manhã no carro jogo água morna no pára-brisa pra derreter o gelinho, depois ligo o ar quente e antes de sair, chafurdo minhas pastas de cd. São umas pastas meio velhas que eu nem mexia mais e acho cada coisa. Hoje mesmo achei o In Reverie do Saves the Day. E a capa desse álbum é do Stephan, né. Eu disse à ele que gosto daquele pássaro com pé de galinha. E ele gosta de misturar iconografia sacra com essas coisas. E a Isa encontrou com ele um tempo atrás e disse que ele tá a mesma coisa: o mesmo tênis velho, de bermuda e barba e por fazer. É, tem coisas que não mudam.

Também já achei na pasta Hot Rod Circuit (que eu não conhecia e em 2004 a Camila disse que eu tinha que ouvir), bom pra ouvir depois do trabalho. Mas de manhã acabo ouvindo mesmo Cat Power (mas eu fiz uma seleção nervosa, com Rockets e Nude as The News e tal, nessa linha) e Ani Di Franco. Quando saio do trabalho eu coloco um Sleater-Kinney. Mesmo frio, abaixo um pouco as janelas (eu odeio o ar quente, só uso de manhã pra não embaçar os vidros) e deixo a voz da Corin rasgar o ar gelado que enche os pulmões. Melhor que nicotina. Aliás, alguém tem alguma sugestão de música pra dirigir?

Eu baixei o cd novo da Cat Power, mas veio em uma extensão que não consigo reproduzir ou transformar em mp3. Pfff. Vou esperar o cd sair mesmo. Porque agora que ela tá bem, linda e com uma voz como nunca, eu quero mesmo é encher os bolsos dela de dinheiro, pra ela comprar as malas da Louis Vuitton dela e roupas da Chanel (se bem que essas ela deve ganhar do Lagerfeld himself, né). Ela merece.

E nesse feriado a Globo liberou o sinal na tv à cabo. Eu não assino a Globo Internacional, porque pelo mesmo preço eu assino uns 30 canais. Mas no feriado eles sempre liberam o sinal. Daí eu assisto. E ontem à noite, enquanto fazia as unhas e passava esmalte (adoro usar Renda), coloquei na Globo e tava lá o Luiz Melodia cantando Cartola. Algumas coisas valem a pena. E agora tá passando Fantástico. Tô esperando a reportagem do Zeca Camargo (que pra mim vai ser sempre o cara que era VJ da MTV – e nem é ruim, é só porque eu lembro dele assim) sobre o Japão, por causa dos 100 anos de Imigração Japonesa no Brasil. Em Tóquio, óbvio. Sou mais o Anthony Bourdain e o No Reservations dele. E ele é Chef de Cuisine. Respeito.

painting

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Depois de ter quebrado o quadro que eu estava pintando e odiando, hoje em 1 hora pintei outro – faltou fazer a pele e alguns outros detalhes que termino depois. Sempre faço desenhinhos nossos, eu sempre com essa presilha e ele sempre com o cabelinho pontudo – esse quadrinho vai ser pendurado em cima da nossa mesa na cozinha.

Mais um item riscado da minha lista:

item #32: pintar um quadro; – oh yeah.

Passei!

Estou com a carteira de habilitação provisória. Só posso dirigir acompanhada de alguém com mais de 3 anos de carteira japonesa. Metade do caminho andado:

  • prova escrita (em japonês ou inglês) – consiste em 50 perguntas;
  • prova de percurso – sã0 2 percursos e o percurso que faço a prova é sorteado na hora (quem já passa nessa prova pode dirigir acompanhado de alguém que já tenha a carteira japonesa por no mínimo 3 anos);
  • prova escrita (em japonês ou inglês) – consiste em 95 perguntas;
  • prova de rua – dirigir na rua. FIM!

Engraçado que o instrutor já havia me reprovado por muito menos e hoje esqueci de colocar o cinto de segurança, errei o trajeto (que deve ser decorado e seguir o mesmo faz parte da avaliação) e ainda assim passei. Third time’s the charm. Agora é voltar a estudar legislação.

Sabe aquela tela que eu estava pintando? Eu estava muito descontente com o resultado. Não consegui achar os tons que eu queria, mesmo consertando com o pastel à óleo – sem dizer que estava muito diferente da imagem, aquela imagem que eu tinha na cabeça quando comecei a pintar. Fiz uma coisa bem niilista: quebrei o quadro em 4 e joguei fora. Vou começar outro. É que às vezes, recomeçar é bem mais fácil. Entretanto, a idéia permanece.

com a mão na massa

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Depois de quase 3 semanas consecutivas trabalhando no sábado, hoje estou em casa – e estou afim de fazer tanta coisa. Comecei a pintar minha tela, que já estava fervilhando in my mind’s eye. Sabe quando uma coisa te obceca e enquanto você não a exorciza ela não vai embora? Pois é, essa tela é assim. Estive a ver muita iconografia japonesa e a escama de peixe é a minha preferida. Ainda falta muito chão pela frente, mostro só depois de pronto.

Já são quase 11 da manhã, eu deveria estar na Estação Central comprando meu teiki (passos mensais de ônibus e trem), mas fiquei assistindo filme e agora acho que vou só depois do almoço. Tenho um rolo de filme que preciso zerar, está dentro da máquina, ainda da viagem à Nagoya, quem sabe eu levo minha SLR e tiro umas fotos de uns tótens que estão em uma rua alí perto.

almôndegas e acrílicos

Hoje foi dia de comer macarrão com almôndegas na casa da minha irmã, tudo com um bom vinho cabernet e depois chocolate e uma xícara de café. Eu e minha irmã fomos ao Shimamura, uma loja de roupas populares tipo Pernambucanas e voltei com um chunky cardigan cinza-claro bem comprido.

Há semanas estou planejando voltar a pintar, então fui comprar telas, pincéis novos e uns acrílicos básicos. A foto abaixo é uma parte da última coisa que pintei, em 2003. Ando muito inspirada nos trabalhos de Liselotte Watkins (fashion illustrator) e de Andy Warhol.

lilac-wine2.jpg

“LILAC WINE” – giselle imai

violino e violoncelo

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A foto acima é a obra Violon d’Ingrés (1924) do Man Ray. Eu adoro essa foto porque ela é uma perfeita dicotomia do ser/parecer: Man Ray usa os F-holes de um violino para compor uma imagem sensual e intrigante com o corpo da mulher.


Ou como diria Foucault sobre a obra La trahison des images  do
Magritte – um quadro que mostra um cachimbo, e abaixo dele escrito em francês: esse não é um cachimbo (foto acima). Aquilo não é um cachimbo e sim a representação de um cachimbo.

Pois bem, esse blog não sou eu – e sim uma representação do que sou. Um dia quero tatuar os f-holes em minhas costas, para me lembrar disso sempre.

Para conhecer ou se deliciar:
Magritte:
aqui
e aqui;
Man Ray: aqui
e aqui;