Guarda-roupa minimalista.

V

O Un-Fancy acabou em Abril desse ano, mas a idéia foi boa. A Caroline, atrás de uma vida mais minimalista, reduziu o guarda-roupa dela à 37 peças (na verdade ela tinha mais peças, que ficavam em rodízio em diferentes estações do ano, mas sempre 37 de cada vez, o que ela chamava de Capsule Wardrobe). Não acho que existe um número mágico de peças, mas acho que cada um sabe o que é essencial. You know when you know.

Desde o final do ano passado, quando li o livro da Marie Kondo (agora lançado em português), tenho buscado uma guarda-roupa mais minimalista. Desde Dezembro estou me desfazendo de coisas que não ando usando, que não servem ( com exceção desse , ainda estou juntando forças pra passar pra frente ou vender), que ganhei de presente mas não tem nada a ver comigo (sorry)… Hoje foram doadas duas calças, um sweater, um kimono floral, 1 par de sandálias e uma regatinha rendada.

Segundo a Marie Kondo, o segredo não é escolher o que descartar, e sim escolher o que você quer que fique. E cada vez mais tenho experienciado isso, de abrir o guarda-roupa, já menos inflado, e só ver coisas coisas que eu gosto, que servem, de bom caimento e em bom estado.

Comecei mexer nos sapatos hoje, e consegui doar apenas um par de sandálias que comprei por impulso (estava na liquidação), era linda de morrer, mas era também um número menor (37), que eu insisti que coube só pra não perder a pechincha. Estou me livrando também desse scarcity mindset – a idéia de que se você não levar, nunca mais vai ter igual (entre outras coisas, não é só isso, claro, mas cabe no contexto aqui).

E nem me fale dos lenços, acessórios (óculos, bijoux, bolsas…). A idéia de fazer o Provador aqui no blog (ver post anterior) veio disso, de ver como eu normalmente levaria todas aquelas coisas, me endividando e inflando um guarda-roupa que eu não usava.

Com esse exercício de curadoria do meu guarda-roupa, descobri, por exemplo, que tenho muitas calças, muito mais que blusas! Como uso 46 e tenho a idéia de que nada me serve (especialmente calças), quando acho uma que gosto e me serve, pronto, levo. Se você ler o post passado, vai ver que o item de inverno que eu comprei foi… Calça! De novo o scarcity mindset em ação; se eu não levar, nunca mais vou achar outra que me sirva. Também vi que compro coisas iguais, levemente diferentes.

Estava lendo o Bleubird, da James, de como ela, assim como eu, vai fazer 36 anos agora em Agosto. E como cada vez mais a gente aprende a dar prioridade nas coisas. O Un-Fancy, aquele blog que eu mencionei no começo do post, acabou porque o blog ajudou a Caroline a abrir espaço na vida dela pra outros interesses. É isso, organizar o guarda-roupa conscientemente de suas escolhas faz você rever o quê mais na sua vida está em excesso (pessoas tóxicas, trabalho em excesso, excesso de peso e tantas outras coisas).

Na livraria: o quê que ela tem que eu não tenho

  

Somos (como um todo) fascinados pela parisiense. Como ela come, se veste, cria os filhos – vide o livro queCaroline de Maigret e suas amigas escreveram, onde várias dicas de “como ser parisiense” não é pra serem levadas muito à sério.  Já esse livro é levado muito à sério, como se houvesse uma fórmula para alcançar o je ne sais quoi das francesas.

Como a imagem da mulher brasileira que é projetada fora do país não bate com a nossa realidade, imagino que o mesmo se aplique às amigas francesas. Quando esse livro da Fressange saiu, até as próprias parisienses compraram.

Acho que isso acontece, da gente criar um perfil, depois que mora em algumas cidades. A menina da terra da garoa (São Paulo), a menina carioca da gema, a menina (insira a cidade). É inevitável. Mas não acho e não acredito em formulinhas pra se transformar em algo que você não é.

O legal é pegar sua história de vida e transformar isso na sua imagem. Eu morei no interior do Paraná por 20 anos antes de morar mais 8 no Japão, pra depois vir pra SP. E tudo que passei, vi e vivi antes de agora é que me fazem única. Pra quê eu ia querer trocar isso por uma receita de bolo de como ser nova-iorquina, londrina ou parisiense? Não iria, oras. Isso é o que faz você ser tão você, e eu tão eu.

Hoje eu sou grata por isso.

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– Virginia Woolf, A Room of One’s Own

Esses dias, a incrível Marina W. postou isso:

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E eu fiquei pensando nisso. De como hoje, aos 35 anos, mulher adulta, madura, dentro de minhas faculdades mentais e incrível sarcasmo, eu daria risada na cara de muita gente que me fez ou falou coisas desagradáveis.

Do meu prévio casamento, de prévios empregos, de prévias amizades – a mulher de hoje lida com as coisas de um jeito muito diferente, mais prático. Nada como um ano após o outro, pescando luz caída com paciência (já dizia Pablo Neruda), pra trazer mais clareza nessa vida.

Então de certa forma sou grata por todas essas pessoas desagradáveis, elas também me trouxeram até aqui, hoje.

hey na na, eu vim aqui pra te falar o que eu ando…

OUVINDO: TWEEDY E BANDA DO MAR

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TWEEDY – O Jeff Tweedy (Wilco) e o Spencer Tweedy (filho)  agora tocam como Tweedy, ouvindo sem parar Sukierae, o álbum que foi lançado o ano passado; Summer Noon está na trilha sonora do incrível Boyhood do Linklater.

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BANDA DO MAR – Acho que dispensa apresentações. Álbum (homônimo) solar do começo ao fim, com vocais alternados de Camelo e Mallu. Também fica no repeat no meu Spotify.

LENDO: A GAME OF THRONES (GEORGE R. R. MARTIN) – Kindle Edition

Eddard
(imagem via)

Comecei agora o primeiro livro e já estou prevendo que vou precisar deles na minha estante.

ASSISTINDO: GAME OF THRONES

jon

A razão pela qual eu comecei a ler o livro. Estou acompanhando a 5a temporada e como assim ninguém me falou pra assistir antes? (Falaram). Jon Snow e Daenerys – minhas linhas narrativas preferidas.

FAZENDO NO CABELO: MEIO-PRESO

Alexa Chung hair

90% das vezes que você me ver na rua, meu cabelo vai estar preso assim. Porque é prático, porque é bonito, porque é todo querido anos 60.

COMENDO: DIETA DUKAN – FASE CRUZEIRO

dukan

Queijo mascarpone com cacau, assados, legumes, saladas, gelatina, doce de abóbora…. Tudo isso faz parte da minha dieta na Fase Cruzeiro. Tem sido dificil, tem dias que dá vontade de jogar tudo pro alto e comer um prato de macarrão carbonara. Mas a bichinha tem funcionado, então a dieta fica.

PLANEJANDO: A VIAGEM PRA MONTEVIDÉU

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A segunda coisa que eu mais gosto de fazer depois de viajar é planejar a viagem. Adoro estudar mapa, achar lugares inusitados pra comer e visitar. Quem já foi pode me dar dicas, aceito todas.

DESEJANDO: TER UMA REDE DENTRO DE CASA

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Não vejo a hora!

ACESSANDO: ANINE’S WORLD (BLOG DA DESIGNER ANINE BING)

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Anine is one cool lady. Inspiração pra quem eu quero ser quando eu crescer. Mãe, esposa, designer, através do blog ela nos leva à sua sala de criação, suas viagens e passeios com os filhos, inspirações.

As peças clássicas segundo Nina García.

Nina

Nina

O que eu tenho? Do que eu preciso? O que eu quero?

São essas três perguntam que Nina García, Diretora Criativa da Marie Claire, faz em seu livro A Estratégia de Estilo – o Guia Para Fugir Das Armadilhas do Consumismo Fashion. Estava de bobeira na livraria e peguei pra folhear.

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Imagino que todos temos uma lista mental de roupas e acessórios essenciais, aqueles que não conseguimos ficar sem. Jeans é uma delas pra mim, flare, skinny, cropped, distressed… Adoro! Na categoria saltos, diminuí bastante e hoje tenho apenas um scarpin e algumas sandálias de salto grosso. Sou chata pra acabamento, por isso não achei um trench coat perfeito (mentira, tenho um preto lindo que trouxe de Nova Iorque, tem a gola toda diferente e tal, mas é muito quente pra usar no Brasil). Agora, dessa lista, nao tenho o item mais óbvio: o LBD. Quando acho um lindo, acho muito curto. Ou acho o LBD dos sonhos, mas não me serve – e assim vai.

Nos ultimos 2 anos juntei muita coisa marinho, preta, cinza e branca. Eu tenho uma tendência a gostar de cores neutras (durante anos nossa casa foi decorada nessas cores). Recentemente, não só no guarda-roupa, mas na decoração também, tenho arriscado umas cores. A vida é uma só pra viver só de preto e branco.

 

 

Sobre contos de fadas

Em seu famoso discurso “On Fairy Stories”, subsequentemente publicado em seu livro “Tales from the Perilous Realm”J.R.R. Tolkien, insiste que contos de fada não são inerentemente para crianças mas que nós, como adultos, o decidimos que são, baseado em uma séries de concepções errôneas acerca a natureza desse tipo de literatura e a natureza das crianças.

Todos os contos que conhecemos hoje, a maioria deles escrito pelos Brothers Grimm, diferem e muito de sua intenção original – por exemplo. Comecei a ler The Original Folk and Fairy Tales of the Brothers Grimm: The Complete First Edition by Jacob and Wilhelm Grimm, traduzido e editado por Jack Zipes (professor emérito de alemão e literatura comparativa da Universidade de Minnesota), publicado pela Princeton University Press.

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Recentemente (Nov/2014), em entrevista ao The Guardian, Zipes especula que as mudanças que os Grimm fizeram “refletem sociologicamente a condição que existia em sua existência – ciúmes entre uma madrasta jovem e sua enteada”, porque “muitas mulheres morreram durante o parto nos séculos 18 e 19, e haviam várias ocasiões em que o pai se casaria novamente com uma jovem mulher, talvez perto em idade de sua filha mais velha”. Como em Cinderella – onde suas meio-irmãs cortam partes de seus pés para que eles caibam no sapatinho dourado do príncipe a fim de provarem que são a pessoa que ele procura, do que nada adianta já que o príncipe vê o sangue saindo do sapato. “Eis a faca,” encoraja a madrasta às filhas, na tradução de Zipes. “Se o sapatinho é muito apertado para você, então corte um pedaço do seu pé. Irá doer um pouco. Mas o que importa?”

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Nesse post de junho de 2008 eu falei um pouco da Rapunzel: “A história mais assombrosa que li quando pequena foi Rapunzel. Do cavaleiro que atravessava a floresta negra e ficava cego. A fada que a aprisionava em uma torre. E os rabanetes. E eu. Sempre a Mrs. Dalloway, depois de tanto tempo, que estranho se lembrar de uma coisa como rabanetes. Eu e Mrs. Dalloway, ela repolhos e eu rabanetes. Cada coisa.” Acho que ainda pequena eu devo ter lido uma dessas versões mais antigas, porque a lembrança que eu tenho desses contos sempre é mais dark que a versão Disney, embalada, desinfetada e pronta para consumo.

Aqui, Taylor Swift como Rapunzel, para Annie Leibovitz

Aqui, Taylor Swift como Rapunzel, para Annie Leibovitz.

Recentemente, encontrei uma pessoa que gosta de contos de fada tanto quanto eu. Além de talentosa professora de inglês, a Andrea Spoljaric também é artista. Ela transforma cadernos em verdadeiras obras de arte e vê-la contando sobre o processo de criação de cada um deles é simplesmente delicioso. O primeiro caderno da coleção O Bem e o Mal conta a história da Chapéuzinho Vermelho (Little Red Riding Hood). 

Little Red Riding Hood por Andrea Spoljaric.

Little Red Riding Hood por Andrea Spoljaric.

Esse é o panorama do caderno, que quando se fecha, se divide entre o bem e o mal – e eu achei de uma esperteza e beleza artística ela fazer isso, porque embora distintos, o que separa um e o outro é uma linha bem tênue.

Little Red Riding Hood por Annie Leibovitz para a Vogue 2009.

Little Red Riding Hood por Annie Leibovitz para a Vogue 2009.

Sabendo desse meu amor pela Rapunzel, ela fez o segundo trabalho da coleção. Tive o prazer de acompanhar o processo criativo de perto. Ela mantém um livro de sketches, onde ela cria todas as possíveis versões que ela conseguir conceber e claro, o conceito vai se afunilando, fazendo que a visão artística do trabalho dela venha à fruição. Quando ppensamos em Rapunzel, o que vem à sua cabeça? A maioria das pessoas pensa no cabelo – que seria o bem. Já a torre, em nossas conversas, surgiu como a personificação do mal. Eu sei, pode parecer meio maniqueísta, mas a verdade é que contos de fada são tudo menos isso.

Rapunzel por Andrea Spoljaric.

Rapunzel por Andrea Spoljaric.

Panorama de Rapunzel. A flor que ela tem no cabelo é uma flor de rabanete, o segundo protagonista na história, que também aparece dentro do caderno em forma de um bookmark. O princípe diz “Rapunzel, let down your hair” – para que ele possa escalar a torre. Pensei no idiom – let your hair down – pra relaxar sem a preocupação do que os outros vão pensar.

flor de rabanete

flor de rabanete

A Rapunzel dos Grimm não é uma princesa. É filha de camponeses pobres. Glamour de princesa não existe. Ela é prisioneira, ponto – de uma fada (não uma bruxa – vê como a linha entre o bem e o mal é realmente tênue?). Um príncipe escala a torre e ela engravida (ela pergunta à fada porque suas roupas estão cada vez mais apertadas). Se sentindo traída, ela corta os cabelos de Rapunzel (olha inferência do cabelo como símbolo de feminilidade, ao mesmo passo usando o corpo como castigo – ler Foucault sobre mais desse assunto) e a bane para a floresta, dando à luz a gêmeos e os criando sozinha como uma mulher forte e independente. Na tentativa de resgatá-la, o príncipe ao saber do destino de Rapunzel, se joga da torre, furando seus olhos e vagando pela floresta cego, vivendo de comer raizes e pequenas frutas até que eventualmente ele os encontra e vivem… Bem, você sabe, do jeito que o patrircado quer.

Atriz Alexandra Metz em Once Upon a Time s03 e14 "The Tower"

Atriz Alexandra Metz em Once Upon a Time s03 e14 “The Tower”

Sobre a versão Disney de Rapunzel (Tangled) Renee do blog Womanist Musings escreveu em 2010: “O padrão do cabelo longo, fluido e loiro como o epítome de feminilidade necessariamente exclui e desafia a idéia de que WOC (women of colour) são femininas, desejadas e amadas“. Obviamente um viés que não deve ser esquecido e que me marcou – lembrei disso quando assisti o episódio 14 da 3a temporada de Once Upon a Time, “The Tower” – não só a Rapunzel é negra, como ela mesma corta seus cabelos – empoderamento, minha gente.

I ain’t no damsel in distress, and I don’t need to be rescued. So put me down, punk; wouldn’t you prefer a maiden fair? Isn’t there a kitten stuck up a tree somewhere?

Not a Pretty Girl, Ani DiFranco.

lendo e assistindo no momento

complete Sherlock HolemsEsse foi meu presente de natal do marido. Uma edição de colecionador de Sherlock Holmes do Sir Arthur Conan Doyle. Ainda estou no Volume I e a maioria das histórias eu já li, mas nunca na cronologia certa, isso é verdade. Eu havi esquecido o quanto eu gostava de Sherlock Holmes até assisitir o seriado Sherlock o ano passado, com o bonitinho do Benedict Cumberbatch.

sociopath

A quarta temporada começa a ser filmada esse mês, mas ainda vamos ter que esperar até o ano que vem pra assisti-la. Note to self: rever a série antes das férias acabarem. Esse Sherlock Holmes é bem mais próximo do Sherlock que eu sempre imaginei, ao contrário do encrenqueiro, mulherengo feito por Robert Downey Jr. Eu adoro ele, o Robert Downey Jr. – por causa de Ally McBeal, claro – mas o Sherlock do Cumberbatch é mais verossímil e crível.

Outra série britânica que estou assistindo é Black Mirror. Não conhece? Não sabe do que se trata? Corre pra ver. Como o criador da série disse ao The Guardian: O black mirror (espelho negro) do título é o qual você encontra em toda parede, mesa, na palma de toda mão; a fria e brilhante tela de uma TV, um monitor, um smartphone. A série explora a vida diária e o lado negro da tecnologia.

E voltando ao Robert Downey Jr. (isso já está parecendo aquele jogo, 6 Degrees of Kevin Bacon – mas parece que dá pra jogar com o Downey Jr. também!), ele comprou os direitos do episódio “The Entire History of You” (aquele com o re-do) pra virar filme. Esse episódio me fez lembrar de um filme:

the final cut

The Final Cut tem um viés diferente, as pessoas tem um chip implantado na cabeça que grava toda sua vida, mas as pessoas não são capazes de acessar essa gravação – quem faz isso são os cutters (editores), pessoas que são contratadas após a sua morte pra editar sua vida em um filme pra ser passado no seu funeral. Corta-se o ruim? A violência que você cometeu ou sofreu? Como as pessoas só ficam sabendo se tem o chip aos 21 anos (nem todo mundo pode ter um implante, porque é caro), muitas mudam de vida ou atitude após saberem do implante, o chip redentor podemos dizer.

Já em The Entire History of You de Black Mirror, as pessoas tem um chip implantado (grain) que as permite rever suas vidas ao toque de um controle remoto.A última forma de entretenimento. As repercussões são muitas, mas o episódio foca bastante em relacionamento. Sabe aquele negócio de você dizer que falou uma coisa e a pessoa insistir que você falou outra? Pois é, com essa tecnologia nao tem mais isso, porque além de rever sua vida, você pode transmiti-la em sua TV.

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Meu episódio preferido até agora: White Christmas.

Mas o meu episódio preferido de Black Mirror até agora foi o especial de natal, White Christmas. Corre pra assistir.

livros e gadgets

School’s out, my friends. Isso significa mais tempo para ler! Estou lendo Doomed, a sequência de Damned, do Chuck Palahniuk, quero ler todos. É assim quando eu gosto de um autor. Eu sei que provavelmente eu deveria estar interessada em ler Ana Terra do Veríssimo (ou qualquer outro do Veríssimo, já que sim – nunca li nada dele), mas né, a vida é curta pra ficar lendo coisas que a gente acha que deveria ler.

doomed

Eu ando lendo muita coisa no Kindle. Eu adoro livro, o cheiro, o barulho das folhas, todas as marcações coloridas, as orlhas tortas de tanto você ler, atéas páginas amareladas de livro de papel jornal eu gosto. Mas o Kindle tem me conquistado. Tem função dicionário, Wikipedia, marcação de passagens, ajuste de luz… E cabe tantos livros dentro!

E-reader Kindle Paperwhite 3G, da Amazon

Não acho que vou trocar de vez o livro pelo ebook, mas fica como uma segunda opção sim. Por exemplo, esse livro, o Doomed, eu não estava achando em lugar nenhum. Pela Amazon, além de ser mais barato que o livro normal, compro e cai no meu Kindle em segundos – e eu queria ler logo. O nosso é um modelo meio antigo já, o Kindle Paperwhite 1a geração, mas é muito bom.

Já acabou

14889754472_75646a9506_z(vontade de ficar loira assim)

Último dia do mês e juro que não parece que a última vez que eu escrevi aqui foi há 21 dias atrás. 21 dias, poderia ter criado um hábito novo, mas não, estou aqui com os mesmos hábitos de antes. Ainda não acabei o livro de Setembro do Rory Gilmore Reading Challenge, mas acabo em Outubro mesmo e posto depois.

Uma coisa que eu não falei é que tenho HULU em casa desde o comecinho de Agosto. Ou seja, uma quantidade nefasta de séries de TV e filmes, com o added bonus de ter comercial americano (adoro comercial, esse é o meu favorito no momento http://www.youtube.com/watch?v=o0h-xTGWyEM). Estamos assistindo 3rd Rock From The Sun – eu via na época que passava mesmo, quase 20 anos atrás – o John Lithgow maravilhoso (“I’m gorgeous!”) e o Joseph Gordon-Levitt novinho de tudo (nunca entendi essa expressão, novinho de tudo, mas sempre falo, junto com algumas outras coisas que segundo meus alunos só velhos falam, como besteirento friorenta).

 

 

 

No papel

Voltei a ter um journal – um caderno pra escrever sem pensar que alguém vai ler. É diferente, é libertador. A orquídea continua firme e forte, mas a ráfia morreu. Morreu e ainda está na varanda, esperando que eu dê um jeito nela post-mortem. Ando tão esquecida das coisas, dar aula assim é terrível, estou no meio de um argumento e esqueço o objetivo de estar falando o que estou falando. Voltei a comer mal, chocolate todos os dias e pão branco também. No meio disso, o marido viaja de novo, uma semana só é verdade, mas pra quem não está acostumado a ter si próprio como companhia, é difícil. Descobri por exemplo que sou dessas que fala sozinha, com os gatos eu falo mesmo (e respondo por eles, antropomorfizo geral).

Comecei enfim o Rory Gilmore Reading Challenge, e comecei com um livro que eu já tinha aqui em casa, inclusive já li (mais de uma vez) – mas decidi que vou ler tudo, mesmo os que eu já li. Mas deixo isso pra um outro post. O problema é que esse livro é muito bom, daí por exemplo, quando acho uma parte bem escrita, eu volto e leio de novo. Eu tenho um quê de compulsão com mil coisas, mas essa é uma bem recorrente, ler de novo as partes (com um highlighter da Stabilo do lado).

Estou tentando tocar White Daisy Passing do Rocky Votolato – e eu adoro o videoclipe dessa música, o Rocky e a April viajando de carro. Eu vivo perdendo o povo que eu gosto, nunca sei quando eles estão tocando no Brasil. Esse ano já perdi Placebo e Interpol. Se alguém ficar sabendo que ele está tocando ou vai tocar no Brasil, me avisem por favor. Perder Interpol é terrível, mas perder Rocky Votolato é imperdoável.