Imagens de hoje: Terminal Rodoviário do Tietê

É um lugar cheio de gente com pressa, que não tem costume de parar do lado esquerdo da escada rolante pra dar espaço pra quem quer subir do lado direito. É um lugar que não é explicitamente bonito, e eu gosto de tudo que é imperfeito. Me reflete melhor.

A silhueta das cadeiras contra a luz que inunda das janelas e alaga o chão.
A

Meu rosto cansado depois de um dia de trabalho.
B

Meu canto preferido, de um ângulo maior.
C

Mais luz.
D

O chão das plataformas, visto de cima sob luz natural – não parece madrepérola?
E

tired beyond words

Fudge (my current japanese mag obsession) february ’10 issue.

I urgently need to get some good quality night sleep.

Looking forward to working with The Chronicles of Narnia movie (The Lion, The Witch and The Wardrobe) in some classes tomorrow, that should be fun. Tonight I fixed a quick ravioli dinner for Gio, pasta seems to be a staple these days. I really need to learn new (and quick!) recipes. My cell phone is back up and running after a 6 month hiatus, so yay to that.

casamento e fotografias

Eu estava tentando lembrar o nome dela, com os dedos pausados a meio cm do teclado. Lembrei: Camila Butcher. Porque o cérebro tem um jeito doido de lembrar das coisas. Vi umas fotos do portfólio dela ao que me parece mil anos trás e associei seu nome com o nome de uma das bandas que eu ouvia na época, o Thee Butchers Orchestra (isso lá por 2001, quando eu também ouvia The Jon Spencer Blues Explosion).

Porque eu não quero festa grande. Quero um casamento ao ar livre, com poucas pessoas queridas, um bolo delicioso, vinho branco gelado e um álbum de fotografias bonito. Eu quero um fotógrafo (ou uma fotógrafa!) com um grande senso de estilo, que saiba captar o momento no estilo Cartier-Bresson. Porque ainda não inventaram nada mais bonito que a espontaneidade.

p.s. ainda vai demorar mais um tempinho pra gente fazer essa festinha. afinal, já nos sentimos casados! mas não custa ir planejando, não?

sem revelações

kodachrome

Nova York, 22 jun (EFE) – A companhia Eastman Kodak anunciou hoje que deixará de fabricar e comercializar o Kodachrome, o primeiro e mais antigo filme em cor a ser vendidos com sucesso e um dos mais valorizados por fotógrafos profissionais.

Com 74 anos de comercialização, o Kodachrome sucumbe ao avanço da fotografia digital e de outro tipo de filmes fotográficos mais modernos, que fizeram cair as vendas destes diapositivos e encarecer o processo de revelação.

“O Kodachrome é um ícone. Foi uma decisão difícil, por sua grande história, mas a maioria dos fotógrafos de hoje aposta em tecnologias mais novas, tanto digitais, como com outro tipo de filmes”, explicou hoje a presidente da divisão de filmes de Kodak, Mary Jane Hellyar, em um comunicado.

De acordo com o ritmo atual de vendas, o fabricante calcula que os carretéis de Kodachrome desaparecerão das estantes de todo o mundo antes do fim deste ano.

A Nessa já estava reclamando disso:

Eu tô besta de ver que não se encontra mais filme p/b na cidade. Filme, sabe? Aquele rolinho que a gente coloca nas máquinas fotográficas “antigas“. Essa semana fui num laboratório e o cara do balcão usou esse termo comigo: “Você ainda usa câmera antiga?”. Pois é, eu uso. Desculpa aí mundo, eu curto ampliações feitas à mão, no escurinho – queimando uma, duas vezes, até sair do jeito que eu quero, sem photoshop, com paciência, luzinha vermelha, cheirinho podre e bandeijinhas sujas… Me deixa em paz, eu realmente prefiro assim. Dá mais trabalho mas é mais bonito. Eu nem sei fotografar como deveria porque pra mim a mágica toda fica na ampliação. Pqp, como eu curto essa brincadeira! Malditas máquinas digitais e seus preços cada vez mais baixos. E já que eu tô reclamando: maldita preguiça dessas pessoas que cada vez entendem menos de luz e se acham mais arrrtistas conhecedores das lentes.

Demorei tanto pra aprender a fotografar em uma máquina manual, gastava boa parte do meu tempo garimpando lojas de eletrônicos usados em busca de uma Leica e sempre acabava achando uma Nikon decente, que pesava nas mãos. Parece que eu associo isso com máquina de qualidade, mas é uma bobagem. Porque eu lembro que eu tinha uma digital da Fujifilm e quando ganhei uma manual o peso nas mãos me fazia sentir uma fotógrafa de verdade. E a concunhada da Nessa, que por sinal também é minha amiga, a Camila (que fez Artes Plásticas com especialização em Fotografia) me ensinou muita coisa sobre filmes, quais captavam qual cor e como usar o obturador. Mas eu vejo que tudo isso é a vida marchando, sempre pra frente. Tudo vai virar bit, informação, nada vai ser concreto mesmo. A gente pode ir se acostumando com a idéia de tudo ser abstrato.

obsessão du jour: Le blog de Betty

LeBlogdeBetty é minha obsessão du jour porque: além de ser francesa, ter uma franja linda e um estilo pessoal+guarda-roupa invejável, ela reuniu em seu blog praticamente TODAS as coisas que eu mais tenho amado em roupas/acessórios ultimamente. Comecemos:

1. ELECTRIC BLUE

BETTY ELECTRIC BLUE

Eu tenho uma relação estranha com azul, gosto, mas depende do tom. Azul-marinho é difícil de gostar, acho cor de uniforme de escola ou de escritório. Azul-bebê eu até gosto, mas tem que ter um corte arrojado pra quebrar com a cor. Mas esse electric blue, quero tudo nessa cor!

2. LAÇO

BETTY LAÇO

E eu achei que era obcecada por laços! Hmph. Eu acho difícil usar laço, porque você sempre pode cair na armadilha de parecer infantil demais, e usar laço na cabeça é mas difícil ainda – issto é, se você não se importar de parecer a Minnie Mouse. Mas ela consegue. E perdi o medo de usar laço grande! Falei. (todo mundo ODIOU aquele vestido branco com um laço preto IMENSO no busto da Anne Hathaway no Oscar de 2007(?) – mas eis a minha confissão: AMEI).

3. SOBREPOSIÇÃO DE COLARES

BETTY COLARES

Eu venho brincando com sobreposição de colares desde a coleção de inverno 2008 da Givenchy. Mas nunca uso mais do que 2. Acho legal misturar pérolas com corrente, metal com laços e usar uns pingentes grandes (tenho um de correntes, da Colcci, com penduricalhos e tal, com um coração de pedra, preto, que nunca sai do meu pescoço).

4. SEQUIN

BETTY SEQUIN

Lantejoula eu usava mesmo só como detalhe por medo de ficar muito alegórico, mas estou inspiradíssima a ter peças inteiras. Um top preto ou nude como o da Betty – très chic, pra usar com jeans ou peças de lã – o contraste de textura fica lindo.

E se a gente agregar? Ah, daí fica ultra-bom!

1. SEQUIN + COLARES

BETTY SEQUIN COLARES

2. ELECTRIC BLUE COM COLARES E SEQUIN

BETTY ELECTRIC BLUE SEQUIN COLARES

E por aí vai: laços em colares, uma bolsa de sequin electric blue (pequena)…

Antonioni é tema de ciclo no MIS de Campinas

Sessões seguidas de debates ocorrem de segunda a sábado (6 a 11)

Sexta, 10

blowup_movie_poster

BLOWUP (1966) – A nova linguagem usada nesse suspense por Antonioni marcou a década de 60. Rodado na Inglaterra, o filme é carregado de simbolismos e chega quase a ser hermético. O enredo enfoca o envolvimento de um fotógrafo em um crime, que ele descobre ao ampliar fotos feitas em um parque e descobre o que parece ser um cadáver escondido nos arbustos. Obcecado, ele começa a investigar e se vê envolvido em situações bizarras. Ele tenta elucidar o caso cercado de mistério, sem temer eventuais riscos. A produção cuidadosa tem referência dos anos 60 realçadas pela participação da modelo Verushka.

– Debate: mediação de Ronaldo S. Gomes

Cena de Blowup com Verushka.

 

Nós vamos. O filme foi adptado de uma short story do Cortázar. A Jane Birkin tá no filme e a Redgrave também. Eu vi esse filme há muito tempo atrás, ainda no japão, no canal de filmes independentes. Blowup é quando você aumenta uma imagem. E é por isso que o fotógrafo do filme se vê envolvido num caso de assassinato. O Brian de Palma fez um filme, Blow Out, com o John Travolta, que é uma alusão à Blowup do Antonioni – Travolta faz o papel de sound technician e está em um parque gravando sons quando ele grava o barulho de um acidente de carro, o que eventualmente o leva à se envolver num caso de assassinato. Parece mentira se não fosse verdade. Que Antonioni e Bergman morreram no mesmo dia. E Blowup vem muito bem recomendado, pelo próprio Bergman. Então cedo.

 

Abaixo, Mischa Barton num ensaio da Genlux Magazine, homenageando Blowup de Antonioni:

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Annie Leibovitz fotografada por Susan Sontag. Susan Sontag* fotografada por Annie Leibovitz.

Só tenho que agradecer por viver no mesmo século que as duas.

*antes de ontem fez 4 anos que perdemos a melhor ensaísta da nossa geração.

bettie page

bettie_pageA mais famosa pin up pós-segunda guerra mundial, eternizada pelo mundo fashion com sua franja e corset e perseguida por um comitê anti-pornografia, morreu ontem aos 85 anos. A última delas. A Marilyn foi primeiro e há muito tempo. E hoje sexy é Paris Hilton. Alguém avisa.