Met Gala 2015

Ontem aconteceu o Met Gala (Costume Institute Gala ou Met Ball), um evento que acontece todo ano para arrecandar fundos para o The Costume Institute do Met (Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque).

A mostra desse ano é “China: Through the Looking Glass“, que explora o impacto da estética chinesa na moda ocidental. Andrew Bolton, o curador da exposição, disse que o set da mostra se baseou em Alice in Wonderland: Through the Looking Glass, com espelhos e superfícies que refletem a luz.

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A minha foto preferida de ontem não é de red carpet, é de uma after-party, onde Lady Gaga, Madonna e o estilista querido Alexander Wang estão num cantinho, como três estágiários na festa da firma, cada um bebendo uma coisa.

Lady Gaga, Madonna e Alexander Wang.

Lady Gaga, Madonna e Alexander Wang.

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truques de estilo

A Jojo do UASZ escreveu sobre isso outro dia, então tive a idéia de acrescentar mais alguns à lista dela.

1. Blazer com gola levantada

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Golas para o alto e avante!

Há uma microtendência aí de usar a gola do blazer levantada. Eu já uso assim há um tempo, acho mais cool e menos caretinha que a gola abaixada toda certinha. Para maximizar o efeito, levantar a gola da camisa também.

2. Lenço longo preso por cinto

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casaco com lenço

A Burberry já faz isso faz tempo, a J. Crew também, mas na rua você dificilmente vê as meninas estilosas usando lenço assim. Eu gosto de fazer isso como na segunda foto, onde o casaco vai por cima, acho super estiloso e você reapropria o lenço, que sai do pescoço e serve como terceira peça (outro truque velho famoso).

3. Manga enroladinha, do jeito da J.Crew

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Esse jeito de enrolar é a marca registrada da J.Crew. Aqui no Brasil vejo mais homens usando desse jeito, mas quando preciso dobrar a manga de uma camisa, lembro da Jenna Lyons maravilhosa (diretora criativa da marca) e dobro assim.

4. Amarra na cintura

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Quando a gente pensa em camisa amarrada na cintura já vem à cabeça uma camisa xadrez amarrada em cima de uma calça toda desfiada (adoro esse look mais grunge, como boa adolescente dos anos 90) – mas não precisa ser só assim. Amarrar uma malha ou uma jaqueta jeans também vale.

Quais outras dicas de estilo você usa?

Bom dia da padoca 

Marido viajando, geralmente vamos à feira aos domingos, mas hoje tem o tradicional piquenique sinfônico com a Orquestra de SJCampos no Parque Vicentina Aranha, então vim pra um minas quente (pão na chapa com queijo branco derretido) e um espresso gigante, depois Parque!

Cheguei 45 minutos antes, a orquestra ainda está passando o som. Dia lindo, queria que você estivesse aqui.

As peças clássicas segundo Nina García.

Nina

Nina

O que eu tenho? Do que eu preciso? O que eu quero?

São essas três perguntam que Nina García, Diretora Criativa da Marie Claire, faz em seu livro A Estratégia de Estilo – o Guia Para Fugir Das Armadilhas do Consumismo Fashion. Estava de bobeira na livraria e peguei pra folhear.

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Imagino que todos temos uma lista mental de roupas e acessórios essenciais, aqueles que não conseguimos ficar sem. Jeans é uma delas pra mim, flare, skinny, cropped, distressed… Adoro! Na categoria saltos, diminuí bastante e hoje tenho apenas um scarpin e algumas sandálias de salto grosso. Sou chata pra acabamento, por isso não achei um trench coat perfeito (mentira, tenho um preto lindo que trouxe de Nova Iorque, tem a gola toda diferente e tal, mas é muito quente pra usar no Brasil). Agora, dessa lista, nao tenho o item mais óbvio: o LBD. Quando acho um lindo, acho muito curto. Ou acho o LBD dos sonhos, mas não me serve – e assim vai.

Nos ultimos 2 anos juntei muita coisa marinho, preta, cinza e branca. Eu tenho uma tendência a gostar de cores neutras (durante anos nossa casa foi decorada nessas cores). Recentemente, não só no guarda-roupa, mas na decoração também, tenho arriscado umas cores. A vida é uma só pra viver só de preto e branco.

 

 

Olha só.

Há umas 4 semanas atrás, eu postei essa foto no meu IG. É um anel de orelhinhas de gato superfofo que encontrei na Imaginarium.

Cat ears.

Cat ears.

E hoje, depois de muito tempo sem entrar para olhar minhas coisas no Pinterest, achei isso na minha galeria de estilo:

thank you universe

Depois de quase 2 anos de ter ‘pinnado’ essa foto de anel de orelhinhas de gato, o anel apareceu num dia randômico (onde eu nem pensava mais nele, nem ao menos estava procurando-o). So thank you, Universe ❤

*no meu comentário do Pinterest eu coloquei 2 semanas, mas depois que vi a foto no IG que vi que são 4 semanas. Tô ficando velha, tô ficando louca #mallufeelings

quem bate? é o frio (quase)

E com o começo do outono, minha vontade de usar chapéu de frio. Mas não vejo acontecendo eu ir pro trabalho de chapéu, por exemplo (mesmo que o clima permita) – ambiente corporativo é uma coisa sem graça no quesito guarda-roupa. Todo mundo de camisa colada Dudalina, calça de alfaiaria justa e salto alto (tipo Schutz).

A sala de aula é um ambiente mais democrático, nesse sentido. Eu me sentiria completamente à vontade em ir com uma saia midi rodada azul marinho, saltinho com estampa de onça e suéter engraçadinho, arrematado com um rabo-de-cavalo e franjinha curta (que é o que estou planejando usar a dias!) – lembrei desse blog Lovely Pepa porque comprei um suéter cinza de frio com a estampa de um bulldog francês (A Alexandra, do blog, tem um – o bulldog francês é a Pepa).

via Lovely Pepa

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Esse é o meu tricô de bulldog, da MOB:

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sobre chapéus

Some hats can only be worn if you’re willing to be jaunty, to set them at an angle and to walk beneath them with a spring in your stride as if you’re only a step away from dancing. They demand a lot of you.
― Neil Gaiman, Anansi Boys

A gente não usa chapéu. Nem no verão, que faria bastante sentido, nem no inverno – talvez  no inverno de Campos do Jordão – e olha lá. Eu tenho uma relação de adoração com chapéu. A começar pela sonoridade da palavra: chapéu. Olha que palavra linda.

E eu tenho caído de amores pelo wide brim fedora (fedora de aba larga).

wide brim fedora

wide brim fedora

E aqui a lindíssima Joni Mitchell, na nova campanha da Saint Laurent Paris. E que delícia ver uma campanha que não está photoshopada.

joni joni 2

a cor de 2015

Pantone "Marsala" - a cor eleita para 2015

Pantone “Marsala” – a cor eleita para 2015

Desde 2000, a Pantone (conhecida pelo seu sistema de reprodução de cor padronizada) elege a “cor do ano” – supostamente refletindo o zeitgeist, que várias indústrias (moda, comésticos, design, etc) usam como guia para planejar produtos futuros. O engraçado é que, mesmo não se importando com isso, você acaba consumindo essas cores.

Essas são as cores do ano desde 2006 (quando comecei o blog):

color of the year

Eu lembro que em 2006, esse tom de cinza clarinho, o “sand dollar” estava em todos os lugares. Era uma de minhas cores favoritas na época. Já a cor de 2008, “blue iris”, eu fui me apaixonar mesmo só em 2009. E em 2013, meu suéter preferido era “emerald”.

Pelo que eu vi, o Marsala não é o mesmo que o burgundy, que eu adoro, é uma cor mais robusta, a cor do vinho Marsala.

Pêras ao vinho Marsala

Pêras ao vinho Marsala

Não achei uma cor pra agora, pra usar nesse calor. Mas para o outono/inverno achei uma cor aconchegante.

blusa de telinha e cabelos

Qual a influência da mídia no jeito que você se veste? Mesmo quando eu não consumia moda (e por consumir moda eu digo estar mais informada de como ela é criada, feita, vendida, etc) eu pegava influência dos meus filmes e bandas preferidos. Dito isso, ontem a querida Denise Arcoverde (pra mim ela sempre vai ser a Denise do Síndrome de Estocolmo, um de dois blogs que eu lia diariamente na hora do café da manhã), que hoje mora em Seul (Coréia do Sul), fez uma observação bastante pertinenente (o blog meio que migrou pra conta do Facebook dela e o pessoal agora interage por lá).

denise telinhaAqui no Brasil a moda viraliza, massifica mesmo. Em 2011 foi a calça vermelha – eu tinha um par e usei muito pouco. E desde o meio de 2013 foi a tal da blusa com telinha (tule). A aplicação de tule em roupas de festa e de carnaval sempre existiu, acho que ela está falando do tule na blusinha do dia-a-dia.

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Concordo. Cada um usa o que quer (eu mesma não tenho nada com essa telinha de tule, não porque não gostei de nada, mas porque a única coisa que eu tinnha gostado na loja com essa telinha não tinha do meu tamanho – mas esse problema fica pra outro dia) – mas concordo – o problema é a massificação, todo mundo andando meio igual. Quando vou às lojas e a vendedora me fala “isso aqui tá vendendo igual água”, logo penso: “não, obrigada”. E mesmo não comprando coisas x y z, ainda assim acabo parecida com outras pessoas, usando as mesmas coisas. Meu problema com a massificação é que até quem foge é massificado.

The Devil Wears Prada - pile of stuff

The Devil Wears Prada – pile of stuff

MirandaVocê acha que isso não tem nada a ver com você. Você abre o seu guarda-roupa e pega, sei lá, um suéter azul todo embolado porque você está tentando dizer ao mundo que você é séria demais para se preocupar com o que vestir. Mas o que você não sabe é  que esse suéter não é somente azul. Não é turquesa. É cerulean. E você também é cega para o fato de que em 2002 Oscar de la Renta fez uma coleção com vestidos somente nesse tom. E eu acho que foi Yves Saint Laurent, não foi? Que criou jaquetas militares em cerulean. E o cerulean começou a aparecer nas coleções de muitos estilistas. E logo chegou às lojas de departamentos. E acabou como um item de liquidação nessas lojinhas de beira de esquina. E foi assim que chegou a você. E sem dúvida esse azul representa milhões de dólares em incontáveis empregos. E é meio engraçado como você acha que fez uma escolha que te exclui da indústria da moda, quando, na verdade, você está usando um suéter que foi selecionado para você pelas pessoas nesta sala entre uma pilha de “coisas”.

A Joanna Goddard (que escreve para revistas como Glamour, New York, Elle, Marie Claire), escreveu sobre algo similar em abril de 2013 em seu blog A Cup of Jo – O que todo mundo está usando em Nova Iorque:

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Nessa primavera em Nova Iorque, está acontecendo algo engraçado: Todo mundo está usando as mesmas roupas. Se você andar na rua no West Village, você basicamente passa por dez garotas usando os mesmos itens acima. É muito estranho.

Então não é uma coisa só de Brasil. No Japão eu observava o mesmo.

O que nos leva aos cabelos:

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A verdadeira coragem e audácia no Brasil é ter cabelos castanhos. E com ondulado ou crespo. Eu li umas dez vezes esse comentário, porque por mais óbvio que seja, é o que é. Dia desses quando estava no salão havia uma menina de uns 8 anos alisando o lindo cabelo afro. E a avó e a mãe reforçavam: “Agora sim, está uma boneca“. Aqui no Brasil a gente vive essa coisa irreal de viver por padrões nórdicos: traços finos, delicados, cabelo loiro – quando a realidade é que nosso cabelo enrola, nossa pele queima e arde no sol e nossos quadris são largos.