Para Leila

Este vídeo é para minha amiga Leila, que essa semana fez suas primeiras apresentações como Irish Dancer! E a Coco Rocha, que eu AMO, era uma Irish dancer que se tornou modelo.

Querida Leila, uma pena eu não ter conseguido assisti-la dessa vez, que sua dança cada vez mais floresça!

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E hoje eu comecei a assistir a segunda temporada de Heroes. E a Ali Larter nem apareceu na premiere. E eu só assisto Heroes pra ver ela. Fiz risoto de abóbora japonesa pra jantar enquanto assistia. Porque Heroes eu estou vendo no computador mesmo, os episódios foram baixados na internet, porque na tv à cabo sabe-se lá quando vai passar a segunda temporada aqui no Japão (ainda estão transmitindo a primeira temporada, tipo episódio 13 ou 14).

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 Ah, não tem nada como tomar um banho quente, colocar um pijama de flanela e sentar-se na frente do computador, comendo e vendo seriado. (Mas eu sento longe do computador pra não queimar as retinas, Mãe. E não se preocupe, vou marcar o dentista e comer mais verdura. Beijo, te amo). E não que eu me contente com a mais ordinária das vidas e a incessante sofreguidão dos dias. Mas quem eu engano, sou mesmo a mulher da boca de hortelã do Chico Buarque.

E parece que o Cirque du Soleil vai voltar a se apresentar em Nagoya. Eu perdi da última vez e agora tenho outra chance de ir ver. E pra mim eles são o único tipo de circo. Circo de gente.

E não é que acharam aquele Picasso do período azul e o Portinari que haviam sido roubadosdo Masp? Eu já tinha dado por perdido esses quadros. Eu teria pego o L’Arlésienne do Van Gogh, com a cadeira laranja e o fundo amarelo-limão pálido.

E enquanto isso o povo se joga no BB8 e no novo visual loiro da Amy Winehouse (da série coisas-nulas-que-não-acrescentam-nada-na-minha-vida).

* a foto acima é do fotógrafo Peter Hujar da Susan Sontag, em 1975.

Mil vezes Mia

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E eu já falei. Que eu amo dança contemporânea. E como me arrependo de não ter cuidado tanto do corpo, porque agora não dá mais pra educá-lo e torná-lo forte pra dançar. Então que ontem, a Mia Michaels (foto acima) me levou ao chão e me socou até eu não ter mais ar. Porque ela é A COREÓGRAFA. E suas coreografias de dança contemporânea são as mais perfeitas.

E eu assisto So You Think You Can Dance mesmo só pra ver as coreografias dela. E a coreografia de ontem, se fosse uma foto, seria da Francesca Woodman. Desde o começo me arrepiei com a intensidade e o desespero dos movimentos. E a Lacey é a minha favorita desse ano. Espero que ela ganhe. O ano passado o irmão dela que ganhou, o Benji, e eu torcia pra ele desde o começo, chorei e tudo na final. E eu nem entro no site oficial, porque por lá a terceira temporada já acabou e eu só estou vendo agora.

Assista aqui. E me conte depois.

o morro dos ventos uivantes

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E daí que eu adoro bailarinos. De dança contemporânea e clássico também. Tem um canal na tv à cabo aqui, o Theatre Channel , que passa umas coisas ótimas: ópera (e para mim é tão claro que ópera não é elitista como se acha, por causa da introdução da vida cotidiana na criação artística e como seria legal se a gente não tivesse “que se vestir pra ver ópera” e ainda pagar caro  por isso e blá blá blá), peças de balé, musicais da broadway.

E por mim, basicamente a tv ficaria ligada só na BBC ou no Theatre Channel – onde eu vi uma adaptação de Wuthering Heights da Emily Brontë para o balé (aqui você pode ler este e outros livros). E daí que fez sentido, né. Wuthering Heights da Kate Bush.  Porque daí eu fico achando que até eu posso igual à ela. Dançar, digo. Cantar não, a Kate Bush é a Kate Bush (se bem que a Sarah McLachlan já tentou, né. Mas a Sarah é tipo goddess).

A foto acima (sem título, de 2001) é da fotógrafa coreana Ye Rin Mok. E a Dri gosta tanto dessa fotógrafa que eu tive que ir atrás. Porque meus amigos são muito interessantes. Mesmo. Eu sempre fico antenada no que estão ouvindo/lendo/criando.

sapatos de jazz e agatha christie

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Esses dias sem muito o que fazer achei na DVDteca Singin’ in the Rain – aquele filme clássico sobre a transição do cinema mudo para o cinema falado. Eu, que sou apaixonada por dança contemporânea e tudo o que ela envolve: graça, simetria e força – como a companhia da coreógrafa brasileira Débora Cocker; me derreto sempre que vejo o Gene Kelly dançando sapateado ou o Astaire dançando foxtrot, que é dança de salão.

Eu tenho aquele plano que quase todo mundo tem: decidi que quando for velhinha não vou pintar os cabelos, vou usar vestidos rodados e andar com chapéu de palha, cuidar da horta, fumar meus cigarros em paz sem medo de morrer de câncer do pulmão ou da garganta, fazer aulas de danca de salão (forró não!) e ler TODOS os livros da Agatha Christie. Ah é, viajar para a Europa uma vez por ano também.

E então que me deu uma vontade de ter um oxford, aqueles sapatos de jazz. E um colete.