Quinta-feira

Holly Golightly: Thursday! It can’t be! It’s too gruesome!
Paul Varjak: What’s so gruesome about Thursday?
Holly Golightly: Nothing, except I can never remember when it’s coming up.
from Breakfast at Tiffany’s (1961)

gruesome

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à bientôt

good idea

Eu não sei se ela realmente disse isso, ela, assim como a Clarice Lispector, sofre desses males modernos de serem atribuídas à essas frases que fazem a gente sorrir um pouco. Ela também não era francesa, mas sempre que penso em Paris penso nessa inglesinha de sombrancelhas fartas, olhos amendoados e a franjinha. Culpa de Funny Face.

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Sim, o mito. A eterna Holly Golightly. Já falei dela e de Bonequinha de Luxo (o filme e o livro) tantas vezes. Qualquer outra coisa que eu fale dela, alguém já deve ter falado – e melhor. Eu adoro essa foto, o jeito que ela se senta, meio desconfiada, quase mineirinha, gosto que ela sempre usava sapatilhas e vestia listras como ninguém.

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Aqui ela parece estar na escadaria de Sacré-Coeur, em Montmartre. Olhava pra onde? Pensava em quê? Ela, a mais estilosa de todas, realmente não dava a mínima pra isso – viver de aparência.

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Vou e volto, mas não sem antes de deixarmos um cadeado na Pont des Arts.

Promo: Gavetinha de Luxo

O blog Gavetinha de Luxo vai presentear a leitora com os mimos acima para a que melhor completar a frase Natal de luxo é…

Como amo a Holly Golightly* (quer ver quando falei dela? vem aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aquiaqui também) não poderia ficar de fora:

Natal de luxo é… Poder achar achar prazer nas coisas simples: a rabanada na manhã de Natal acompanhada de uma xícara de café coado, com a Audrey de companhia – um passeio depois do almoço com a pessoa amada e uma bolsa linda – é acreditar que o luxo mora nas coisas mais pequeninas.”

Agora… FIGAS!

* até essa Pullip eu tenho!

domingo é dia de bolo

Bolo: de laranja (de caixinha!) da Dona Benta, 35 minutos no forno e voilá.

Claras em neve: não tenho fouet, bato com o garfo mesmo. O ponto firme? O Jamie Oliver que ensinou. Se virar de cabeça pra baixo e não cair, deu o ponto.

Glacê de limão: coloca açúcar de confeiteiro aos poucos e vai batendo até dar o ponto desejado. eu não tinha açúcar de confeiteiro, então bati o açúcar refinado no liquidificador até ficar mais fininho. depois é só colocar raspinhas de limão.

Pra você, amor. Que acha que glacê é melhor que chantilly.


Breakfast at Tiffany’s

CAT POWER

A musa indie chega ao Brasil para uma extensa turnê, ainda divulgando seu álbum mais recente, Jukebox, de 2008. Após se apresentar por aqui em 2001, 2008 e 2009, Chan Marshall fará dois shows na Virada Cultural Paulista (em São José dos Campos e Jundiaí), um show extra em SP no Bourbon Street, um no Rio de Janeiro e outro em Porto Alegre.

São Paulo

Quando: Virada Cultural Paulista – 22/5

– 17h em São José dos Campos;

– 22h30 em Jundiaí*

Quanto: Grátis

*nós vamos!

uma quarta-feira fria em Nova York – parte 1

Apesar de estar atolada com os mil projetos de conclusão do curso (TEFL), no dia 21 de janeiro, quarta-feira, acordei tarde (porque eu já sabia que não ia mesmo) e seguimos pra Manhattan pra visitar o MET (abreviação de Metropolitan Museum). A gente já sabia que não ia conseguir ver o MET em um dia só, então fomos sossegados, porque teríamos que voltar uma segunda vez.

Do Port Authority Bus Terminal na 8a avenida com a 42nd, fomos subindo em direção ao Bryant Park, que é atrás da Biblioteca Municipal, onde compramos um cappuccino to go – lá atrás enxerga-se o Chrysler Building.

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Subimos até a 42nd com a 5th avenue (nossa Oscar Freire), na frente da Biblioteca Municipal. E fomos subindo  a 5th avenue sentido Central Park. No comprimento da 5th avenue ficam as lojas mais chics de NYC, e a parte da 5th avenue que é paralela ao Central Park é conhecida como Museum Mile – de tanto museu junto que tem.

Mas eu queria mesmo era olhar as vitrines – window shopping. Eu poderia fazer um livro de fotografia disso (Gio, olha um projeto pra gente: eu escolho as vitrines e você fotografa, aceita?). E quando chegamos na Tiffany&Co eu tive que parar. E pensar na Holly Golightly. E olhar as jóias. Me imaginei de pretinho Givenchy e um colar de pérolas de três voltas, imaginei que estava amanhecendo e eu tomava Breakfast at Tiffany’s.

nyc_1036vitrine da H&M na 5th avenue – coutoure para as massas. olha a estrutura desse casaco.
nyc_1052fazendo a Holly G. – mas sem wayfarer, café e damish pastry. um vestidinho Givenchy preto básico também ajudava.

Você anda na 5th avenue ate chegar ao Central Park e então você avista a loja da Apple. Mas do lado da loja da Apple fica a F.A.O Schwarz – famosa loja de brinquedos por causa daquel filme com o Tom Hanks que ele é uma criança que fica adulta e dança naquele piano gigante (Quero Ser Grande o nome do filme?).

A loja não é impressionante. Esperava bem mais. O segurança da porta está vestido de O Soldadinho de Chumbo.  Pra comer doces eu sei que eu deveria ter ido na Dylan’s, (que é chamada a maior loja de doces do mundo, a loja é tem sua própria linha de doces, supervisionada pela fundadora e CEO Dylan Lauren – filha do designer Ralph Lauren) – mas lá na F.A.O. tinha uma seção de doces e pegamos quase 1kg de balas, m&m, skittles, gummy bears, licorice e outras gostosuras.E eu me encantei com os figurines de O Mágico de Oz. Caaaaro.

Sabe esse monte de árvore seca que dá pr ver através da entrada da loja da Apple? Então, alí já é o Central Park. Então contiuamos seguindo a 5th avenue paralela ao Central Park pra chegar ao MET.

nyc_1058Entrada da loja da Apple na 5th avenue

saudade

Porque você escreve coisas assim. 

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“…Hoje eu re, tre, assisiti “Pão e tulipas”. Eu adoro o som de um acordeão, sabe? E vocês tem de ver essas mulher tocando acordeão nesse filme. Ainda, vi Bonequinha de Luxo, ou Breakfast at Tiffany’s… sempre quis saber o que havia de fabuloso nesse filme pra que a Giu gostasse tanto dele. Eu gostei, obviamante. Mas se ela não voltasse pra buscar o gato, grrr, eu o odiaria, obviamente! Bom, de fato, eu ficava procurando pedacinhos de Giselle Imai (esse é o nome da Giu, sabia? E coloque no Google: Breakfast at Tiffany’s, e com certeza vc encontrará o blog dela… mas com o sobrenome Zayat) e eu realmente achei muito dela nele. Mas a cena da viola na janela, Lula Mae escapando de Holly numa canção que persegue o personagem todo o filme, bem, foi essa cena que eu mais vi a Giselle. Giu, você já tocou guitarra da janela da sua casa? Cara, eu aprenderia tocar essa música, só pra reavivar essa cena! …”
 

E quando a Holly começa a falar porque não dá o nome no gato? Ou quando ela recebe a notícia do irmão, de vestido pink e uma chuva de penas no quarto? É assim que eu sempre penso na Holly. Ela de pink numa imensidão branca, chovendo pena do céu. E claro que já enrolei a toalha na cabeça e sentei na porta pra tocar a viola velha, mas eu não sei Moon River, Dri. E o filme, o filme é melhor que o livro. Capote que nos perdoe. E eu em troca, tenho que ver Jules et Jim (muita vergonha de nunca ter visto!) e ver se partilho de vossa controversa opinião.  

eu aceito

Esse site  – e o maldito Ebay também – são razões pelas quais eu não posso ter cartão de crédito internacional. Porque vamos combinar que qualquer loja que venda essa máscara da Holly Golightly (e eu sou a Breakfast at Tiffany’s freak) sobe muito no meu conceito.

Meu aniversário está perto e eu aceito qualquer um dos presentes abaixo, obrigada.

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1. Abajur tipo lâmpada de árvore;

2. Máscara de dormir da Holly Golightly;
3. Tapete de porta de grama com margaridas;
4. Conjunto de pratos de Matryoshkas (aquelas bonequinhas russas que encaixam-se uma dentro das outras);
5. Moedeiro de Matryoshkas (eu realmente adoro essas bonequinhas);
6. colar de casinha  feito de ponto-cruz que até posso tentar fazer s eminha mãe me ensinar;
7. colar de boombox radio;
8. blusa verde-menta com gola enorme;
9. bolsa de mão da chapéuzinho vermelho;
10. curativos de beijo (pra sarar mais rápido);
 

beijotchau

filmes

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E então que um dos itens da minha lista é assistir os 100 melhores filmes pela AFI, de acordo com a lista de 1997. A lista eu deixei no folder 101 em 1001, no topo da página (em negrito, estão os filmes que eu já assisti). Mas vale lembrar que vou assistir todos os 100, até mesmo os que eu já vi. Comecei hoje.

  • item #34: To Kill a Mockingbird, 1962 (O Sol é Para Todos)

Minha mãe me ensinou a gostar de livros e filmes. Desde pequenas, ela nos enchia de livros infantis e eu me lembro de uma coleção de uns 40 livros: O Gato de Botas, Simbá O Marujo e todas as outras historinhas infantis. Ela também nos incentivava a sair da frente da TV pra ouvir LPs de narração de historinhas (historinhas essas que eu e minha irmã nos lembramos até hoje e ela ainda sabe imitar as vozes, às vezes começamos contar as historinhas e a gente mal consegue falar, de tanta risada que a gente dá) e antes de dormir ela inventava historinhas pra nos contar. Boneca mesmo eu tive poucas. Uma de porcelana de vestido rosa, uma Barbie, alguns ursinhos carinhosos. E assim ela me deu um presente: o gosto pela leitura.

Quando fiz uns 14 anos eu comecei a me interessar por uma cômoda de madeira bem antiga que ela tinha (e ainda tem), onde estavam guardados os “livros de adultos”. E assim eu comecei a ler estes livros e sem querer eu li livros muito bons antes dos 15 anos, sem saber que eram livros muitos bons. Li “Lolita” do Nabokov, “A Comédia Humana” do Balzac, “Horizonte Perdido” do James Hilton entre tantos outros que ao longo dos anos eu voltava pra emprestar dela.

E ela que sempre gostou de um filminho. Sempre ia às locadoras domingo de manhã pegar uma “fita” pra assistir. E eu ia junto. Era nosso pequeno passeio secreto. Ela sempre gostou de filmes sobre Direito e To Kill a Mockingbird* foi um desses filmes que a gente locou em um daqueles domingos. E hoje revendo eu acho que foi um filme perfeito pra uma criança assistir, porque o filme é visto pelos olhos de duas crianças, dois irmãos: o Jem e a Scout – e como o filme mostra a transição da inocência para o momento em que as crianças começam a tomar conhecimento do mundo. Obrigada, Mami. Porque nenhuma quantia de dinheiro compra o que você me ensinou

* É o nome do livro escrito pela Harper Lee, no qual o filme foi baseado. Ainda não li. No filme Capote (que eu achei excelente, porque a figura que escreveu o livro The Breakfast at Tiffany’s** foi uma das mais controversas) Harper Lee, que era amiga de infância do Truman Capote, o acompanhou por dois meses na pesquisa do livro que o Capote estava escrevendo(foto acima à esquerda, Capote e Harper Lee, retratados no filme Capote). E no filme mostra quando ela vendeu os direitos do filme e quando o filme foi estreado, etc.

**Livro que está no top 10 mesmo e no qual o segundo filme que eu mais amo na vida foi baseado. Porque a Holly Golightly não é boazinha e o Capote muito esperto queria que a Marilyn Monroe fosse a Holly (Capote e Marilyn, 1954 – foto acima à direita). Mas daí que foi a Audrey Hepburn que imortalizou a Holly na telona.

O dvd

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Ganhei o DVD de Breakfast at Tiffany’s, isso no dia 11. Acho que é uma daquelas excessões da qual o filme é melhor que o livro. E esse é o segundo filme que eu mais-amo-na-vida.

Estou terminando minha tela e descobri que me dou melhor com pastel à óleo do que com acrílico. Eu não estava conseguindo os tons no rosto, então realmente me enchi e entrei com o pastel à óleo e o resultado ficou melhor, mas ainda não está do jeito que eu quero. Fiz vários testes de cores e decidi que vou tirar o vermelho que eu havia colocado junto com o cinza.

Esse inverno está me deixando com uma vontade sufocadora de fumar. Mas não vou. Porque faz mal e blablabla. Ainda tá muito frio e penso no calor do Brasil: suor, cigarro e cerveja na varanda da casa da minha mãe, com os cachorros deitando com o queixo em cima de nossos pés.

Mais um item riscado da lista:

  • item #17: Comprar o DVD de Breakfast at Tiffany’s, meu segundo filme favorito de todos os tempos (o primeiro é O Mágico de Oz) – melhor, ganhei.

ray ban wayfarer

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Eu cresci nos anos 80 e se tem um ícone fashion dessa década da qual não me esqueço é o Ray Ban Wayfarer, aquele óculos da Ray Ban com as pontas meio puxadas. E hoje andando em uma loja de usados eu achei o meu Ray Ban Wayfarer! Não acredito que achei um Wayfarer O-RI-GI-NAL, o modelo é Wayfarer II, Mock Tortoise. Acima eu com meus wayfarers e Andy Warhol com os seus.

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O Ray Ban Wayfarer já esteve no rosto de Audrey Hepburn no segundo filme que eu mais ano na vida: Bonequinha de Luxo, na pele da personagem Holly Golightly (acima). Na cena de abertura, Holly em seu vestido preto e longo com um colar de pérolas de 3 voltas e um coque no cabelo, tomando um copo de café e comendo um danish pastry na vitrine da Tiffany’s (a joalheria) – usando um par de Wayfarers. Clássico.