knit fast, die young

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Minha mãe queria me tricotar um cachecol e eu prontamente me ofereci pra ir à loja comprar linhas e agulhas. Eu parecia uma knitter profissional, ” quero a linha Cisne Passion cor preta e um par de agulhas 6.5 da Penguin”. E então que eu pedi à minha mãe que me ensinasse o ponto mais fácil para eu mesma tricotar o cachecol. O bom é que ela sabe e tem paciência e é minha mãe. Aprendi esse ponto mais fácil e estou adorando. O ruim é que o gato bicolor de casa acha que a vida é bolinho e só quer saber de brincar com a linha.

Ontem acordei cedo, nem estava de ressaca da vodka de sábado, que não era nem Absolut nem Stolichnaya, só era barata mesmo. A amiga pedagoga e eu dançamos Smiths, White Stripes, New Order, Le Tigre, Sonic Youth. E nosso passatempo preferido é falar bem ou mal do set do DJ. Porque ele tocou Smiths e a gente pensa, né. Que nada vai ser tão bom quanto Smiths, tipo, o que ele pode tocar para superar o Morrissey, porque não dá.  E ele fez uma linha histórica. Primeiro ele tocou Joy Division e logo em seguida, New Order. E daí que ninguém cantava junto ou dançava, porque aquela molecada rock n´roll não conhecia; meio que deprime, mas a gente se jogou.

E de manhã minha irmã achou as raquetes de badminton e jogamos um tempão. Eu não sabia direito, mas irmã mais velha serve para essas coisas, te ensinar o que você não sabe e tal. Adorei.

Atualizando minha lista de 101 em 1001:

#61. Jogar sinuca. 29 de Fevereiro de 2008, com a amiga pedagoga.
#62. Jogar badminton. 30 de Março de 2008, em casa com a minha irmã.
# 63. Ir à um karaokê japonês. Foi no final de outubro de 2007. Faltavam 2 semanas para minha irmã retornar ao Brasil e fomos à um karaokê que ela sempre ia. Ela canta muito. Já eu… Pfff.
#64. Sair para dançcar um dia desses. Nesse dia.
#67. Aprender a tricotar. yeah.

a viagem

Cheguei há dois dias e it goes without saying que estou estranhando tudo. Tipo no Japão, quando você vai no caixa pagar alguma coisa, tem sempre uma bandejinha pra você colocar o dinheiro. Aqui não tem e eu fiquei procurando a bandejinha, que não estava lá. Ou sempre que vou entrar no carro eu entro do lado do motorista que lá é o lado do passageiro. Mas estou adorando tudo. E estou sem internet. Vão conectar daqui uns dias. Nem sei quantos. Até lá vou ficar sem postar.

Tem tanta coisa que ainda quero fazer, mas uma dela já foi feita: comer pastel na feira.

E então risco mais um item da minha lista:

#54. Visitar meus pais no Brasil – Férias merecidas.

O Mágico de Floyd

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E eu fui na minha dvdteca, toda animada e peguei o Juventude Transviada MAS de canto eu vi O Mágico de Oz. Aí não teve jeito. Uns tempos atrás eu tive uma recaída e fiz a blasfêmia de dizer que O Mágico de Oz tinha passado de primeiro para segundo lugar na minha lista de filmes-que-eu-mais-amo-na-vida (essas listas são bem importantes pra mim, sabe). Mas tem coisas que não mudam por mais que você queira. Eu lembro de ainda muito pequena assistir O Mágico de Oz com minha irmã em nossa antiga casa. E você sabe que um filme (ou livro) é bom quando você o conhece quando pequena e conforme você cresce, você não desdenha o filme (ou livro), porque ele cresceu junto. E eu nunca li o livro. Mas minha amiga Dri acabou de ler e me disse uma coisa interessante: os sapatinhos de rubi são prateados no livro. E isso fez sentido**.

PS. Alguém me empresta o Dark Side of The Moon do Pink Floyd só pra eu saber se é verdade? Porque eu faria disso uma ocasião, sabe? Risotto de queijo+vinho+mousse de chocolate.

Do Rockwave.com:

Tudo começou em junho de 1997, quando um DJ de uma rádio classic rock de Boston, nos EUA, disse que o disco “Dark Side Of The Moon”, lançado pelo Pink Floyd em 1973, seria uma espécie de trilha sonora alternativa para o filme “O Mágico de Oz”. Se você colocasse o disco pra rodar no ponto certo do filme, as imagens casavam perfeitamente com as músicas.
Você ouviu essa história? Bastante gente ouviu. Tanto isso que, uma semana depois, as vendas do disco haviam triplicado.
Funciona assim: você deixa o CD esperando em pause.
Assim que, na abertura do filme, o leão da Metro der o terceiro rugido, você solta o pause e deixa o CD rodar.
Nem o filme nem o CD devem ficar com o volume alto demais.
Você precisa escutar os dois ao mesmo tempo para obter os melhores resultados e perceber as coincidências.
Como a gente sabe dessas coisas? Você acha que a gente sabe só de ouvir falar?
A redação fez o teste.
Com o vídeo de “O Mágico de Oz” e o disco “Dark Side Of The Moon” em mãos, a gente saiu caçando coincidências. Desde as mais forçadas até as mais, digamos, claras.
Assim, a gente fez uma espécie de guia para quem quiser fazer a experiência e adiantamos: vale a pena, nem que apenas por curiosidade.

(Siga o link de tijolos amarelos e termine de ler, me arrepia só de ler).

* a foto acima é de um editorial que a Annie Leibovitz (gênia, tinha que ser ela) fez pra Vogue em Dezembro de 2003.

**Porque a Dorothy segue pela estrada de tijolos amarelos para chegar até o Mágico de Oz para voltar pra casa, mas o Mágico de Oz é uma farsa. Então ela bate os calcanhares com o sapatinho e volta pra casa, porque o ouro (a estrada) e o poder (o mágico) não a ajudaram e ela se volta para o sapatinho PRATEADO (prata, moeda, coisa de proletário, diferente do verde da Cidade de Esmeralda – o verde do dólar). Ai, eu adoro livro embuído de simbolismo.

Item riscado da lista:

item#2. Assistir os 100 melhores filmes americanos escolhidos pela AFI – 6. THE WIZARD OF OZ (1939) – O Mágico de Oz

cabeluda, descabelada

Item riscado da lista:

#31: deixar o cabelo crescer;

Hoje me olhando no espelho depois do banho fui pentear as madeixas com meu pente de madeira velhinho e OH!  – como achei que meu cabelo estava comprido, no meio das costas ou coisa assim. Daí vim procurar alguma foto pra fazer uma comparação e sim, o cabelo cresceu. E eu coloquei esse item na lista porque sempre achei meu cabelo curto – ou melhor, sempre achei que ele cresce muito devagar – daí sem paciência alguma eu vou lá e corto. E leoninas gostam de juba.

Desde fevereiro de 2004 que eu não pintava o cabelo, estava achando o máximo deixar ele natural, parecia que brilhava mais e ficava com aquela cara de comercial de shampoo. Mas de uns dias pra cá eu me olhei no espelho e me achei tão desmazelada. De repente o natural ficou com cara de mal-cuidada. E como sou daquelas que acham que não há nada que uma tintura marrom-chocolate não resolva, pintei o cabelo. E agora o cabelo parece chocolate. Dá vontade de comer.

Nhac.

Páscoa

Páscoa e nem comi chocolate. Não, não estou de dieta (aliás, dieta é um capítulo à parte na minha vida). É que aqui ninguém comemora Páscoa. E não sendo cristã (embora minha criação tenha sido católica e já me disseram uma vez católica, sempre católica, estranho, não?) o feriado não tem conotação nenhuma – a não ser quando eu estava no Brasil, porque daí tem um monte de comida boa. Eu queria ter nascido na República Tcheca, porque além de ser conterrânea do Milan Kundera eu teria milhares daqueles ovinhos pintados à mão, que eles chamam de Krasliche, em vez de ter que ir pra missa aos domingos e não beber na quaresma – porque a Páscoa pra eles é um feriado pagão celebrando o fim do inverno e o começo da primavera.mais itens riscados da minha lista:

item#8: Terminar de ler todas as Crônicas de Vampiro da Anne Rice (10 livros ao todo): – li de julho/2006 à abril/2007. Vou ler os outros três contos de vampiros (que não fazem parte das Crônicas de Vampiro) e a vida das bruxas Mayfair. Talvez eu até releia todos os 10 livros. Eu faço muito isso – leitura anotada. Agora estou relendo um do Stephen King, The Tommyknockers – porque assim como Mrs. Dalloway da Virginia Woolf, esse livro também se passa em Junho (aliás, Ulysses do Joyce também – mesmo porque quando a Woolf escreveu Mrs. Dalloway ela tinha acabado de ler Ulysses e odiado). Enfim, estou fazendo uma leitura anotada de culinária. Vai ser interessante.

item#46: Comprar uma outra câmera digital, com mais megapixels; – ontem saímos para compar um iPod para o marido e de lambuja achei uma câmera de 7.2 megapixels c/ 50% de desconto! Como isso nunca acontece comigo, levei.

O dvd

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Ganhei o DVD de Breakfast at Tiffany’s, isso no dia 11. Acho que é uma daquelas excessões da qual o filme é melhor que o livro. E esse é o segundo filme que eu mais-amo-na-vida.

Estou terminando minha tela e descobri que me dou melhor com pastel à óleo do que com acrílico. Eu não estava conseguindo os tons no rosto, então realmente me enchi e entrei com o pastel à óleo e o resultado ficou melhor, mas ainda não está do jeito que eu quero. Fiz vários testes de cores e decidi que vou tirar o vermelho que eu havia colocado junto com o cinza.

Esse inverno está me deixando com uma vontade sufocadora de fumar. Mas não vou. Porque faz mal e blablabla. Ainda tá muito frio e penso no calor do Brasil: suor, cigarro e cerveja na varanda da casa da minha mãe, com os cachorros deitando com o queixo em cima de nossos pés.

Mais um item riscado da lista:

  • item #17: Comprar o DVD de Breakfast at Tiffany’s, meu segundo filme favorito de todos os tempos (o primeiro é O Mágico de Oz) – melhor, ganhei.

wait a minute, mr. postman!

* comendo maçã, ouvindo You Are Free (Cat Power).

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Há quase um mês atrás, dia 15 de fevereiro, entrei no site da HMV e comprei três CDs da Cat Power, sabe, tipo prêmio de consolação por não ter passado na prova de direção e tal. E os cds chegaram hoje! Eu juro que se eu ainda tivesse Gudam na gaveta eu sairia na varanda nesse frio de 7 graus para fumar e ter só a Chan de companhia. Na foto o pacote quando chegou, os CDs, e eu fumando, já que não não dá para fumar de verdade…

E estou riscando mais um item da minha lista:

item #10 (ainda em conlcusão): Comprar a discografia (main releases) da Chan Marshall (a.k.a. Cat Power);

  • Myra Lee (1996);
  • What Would The Community Think? (1996);
  • Moon Pix (1998);
  • The Covers Record (2000);
  • Dear Sir (2001);
  • You Are Free (2003);
  • Speaking for The Trees (2004);
  • The Greatest (2006);

Não sabe QUEM é Cat Power? Aqui.

fin du jour

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Há 3 finais de semana consecutivos estou acordando cedo aos domingos para ir fazer aulas de direção. Minha segunda prova para tirar minha carteira de habilitação japonesa é quinta-feira, depois do almoço. Tenho que saber os 2 percursos, não sei como funciona no Brasil, mas aqui na hora da prova os instrutores não ficam falando “agora vire à direita, estacione aqui, suba aquela rampa” – isso nem é tão ruim, mas os percursos são relativamente longos, duram em média 15 minutos cada. Digo relativamente porque se isso fosse na rua não seria nada, mas em um circuito fechado, dá-se muitas voltas, indo e voltando, virando aqui e alí – e isso confunde um pouco.

Enfim… Estou só em casa. Voltei da aula, comi, pintei, li meu livro e daqui a pouco vou assistir FRIDA.

Falando em livro, risquei mais itens da minha lista:

  • item # 8 (ainda em conclusão): acabei de ler os livros The Vampire Armand e Merrick, respectivamente os livros #6 e #7 das Crônicas de Vampiro da Anne Rice. The Vampire Armand não faria falta alguma se não tivesse sido publicado, chatinho, prolixo, um personagem sem carisma algum e uma história que parece ter sido escrita sem esforço – o que acaba sendo lida sem prazer. Já Merrick…

Merrick me fez ter vontade de conhecer a (agora parcialmente devastada) New Orleans em Louisiana. The French Quarter, a cozinha cajun, beber rum Flor de Caña, ver casas pintadas de pink brilhantes com detalhes em branco, ouvir jazz, ver os funerais acompanhados de banda. Merrick é o livro em que vampiros e brujeria se encontram – o que me faz ter mais vontade ainda de ler The Lives of The Mayfair Witches (3 livros). Fazer o quê se adoro ler o que é considerado “bad literature” (só quem me conhece sabe como sou maníaca por Stephen King).

Mas sabe, acho mesmo que tenho que ler Finnegans Wake ou Ulysses do Joyce, só que dessa vez em Inglês. Quando eu dava aulas no FISK de Nagoya back in the day (2000), um outro professor e eu comentávamos: se você consegue ler Joyce em Inglês (e por ler a gente comentava assim: entender os pormenores e tal, porque Joyce é igual vinho, são palavras para serem apreciadas) você não precisa de teste de proficiência em Inglês. Period. Tem alguém aí além de mim que comemora Bloomsday?

Ulysses and Finnegans Wake (in English), please report to the 101 on 1001 page. Thank you.

muitas coisas

007 Casino Royale
Sexta à noite, peguei a última sessão de cinema para assistir o novo filme do James Bond. Finalmente um Bond que não é um charlatão de meia-idade com cara de Tarcísio Meira! Um James Bond que se aproxima do que realmente ele é: um espião do MI6 e muito atlético, diga-se de passagem – tipo, você não imaginaria o Pierce Brosnan, o Roger Moore e o Sean Connery correndo daquele jeito. A abertura é genial e pasme: sem mulheres semi-nuas dançando. Gostei. Dá até uma vontade de ler Ian Fleming.

Estive a aprender a dirigir um carro, o que eu não sabia. Eu sei, parece até brincadeira. Se bem que o carro que vou dirigir é automático: não tem embreagem nem caixa de câmbio, pois o carro troca as marchas sozinho – quase um brinquedo de Parque tipo tromba-tromba. E eis que risquei mais itens da minha lista de 101 coisas:

  • item #3: Aprender a dirigir – Agora entendo porque os meninos conversam tanto de carro, dirigir é super fun. Minha primeira aula foi em frente ao mar, na Marina de Arai (uma cidade vizinha) e me diverti muito.
  • item #5: Ter meu próprio carro – Comprei meu carro. É lindo e estou babando nele. Uma hora dessas coloco uma foto. Chama-se Primera, da Nissan. É um sedan com jeito de esporte, 4 portas, um mimo. Não vejo a hora de colocar Sleater-Kinney no som e sair dirigindo.

Nagoya em fotos

Nagoya continua linda, suas pessoas e praças, onde o contemporâneo e o avant-garde se encontram (como no Oasis 21 – primeira foto – um espelho d’água suspenso com passarelas de vidro). Só lamento não ter visto a exposição que estava rolando no Nagoya-Boston Museum of Fine Arts, com trabalhos de Titian, Rembrandt, Gainsborough, Degas, Rodin e Picasso.

Visitei o templo no bairro de Osu Kannon (segunda foto) e suas pequenas lojas e ruas, andamos o dia inteiro visitando vários bairros. Em Sakae, está o shopping district da cidade, com vários shoppings mega-enormes: Mitsukoshi, Matsuzakaya, Maruei, e o Parco que é gi-gan-tes-co. É lá que estão as lojas da Louis Vuitton (*bléh*), a Gucci, com vendedoras e vendedores ultra-lindos e lojas mais simples e ultra-populares como a GAP – entrei e comprei 2 suéteres muito macios de lã italiana, uma barganha – a loja estava cheia de gringas, os homens todos sentados perto da porta enquanto nós mulheres lutávamos por suéteres.

Até pensei em ir na Tokai-dori, onde morei lá em Nagoya, mas era muito longe e ainda queria ir no Takashimaya – um shopping de 11 andares na JR Nagoya Station. Meu andar preferido é o décimo primeiro, a livraria Seibunkan, mas me decepcionei, porque a seção de livros estrangeiros diminuiu em tamanho, agora é mais ou menos ¼ do que era antes. Depois subi ao décimo terceiro no Starbucks, eu sei, baristas odeiam o Starbucks porque o café é uma droga – mas eu adoro e o espresso deles é de outro mundo.

Tomei um Caramel Frappuccino.

E falando em Nagoya, mais um item riscado da minha lista:

  • item #6: Visitar Nagoya – mas pretendo voltar mais vezes.