sobre ser adulta.

you've got this

Ontem eu escrevi sobre a epifania que  tive ao me ver refletida no espelho. Essa minha dificuldade de me ver como adulta. Para todos os fins e propósitos sou adulta: já me casei, já me divorciei, casei de novo, dirijo – inclusive aprendi a dirigir enquanto morava em outro país que usa mão inglesa, onde morei um tempão, e ainda cuido de mim e mais 4 seres vivos. Por que então não me sentiria adulta?

Muitas outras mulheres se sentem assim, vide amigas. Muitas também são casadas, com filhos, em excelente posição profissional e ainda assim, meninas por dentro. Uma dessas amigas sempre diz: ser adulta é um saco – como assim gastar o seu dinheiro responsavelmente em uma cozinha nova quando a mesma quantidade de dinheiro te levaria pra vários lugares do leste europeu por 2 semanas? Pois é. Hoje eu estava falando de uma “senhora” pro meu marido e de repente me dei conta que ela era 4 anos mais velha que eu, e me ocorreu que muita gente deve se referir à mim assim, tipo ali do lado daquela senhora.

Não é uma síndrome de Peter Pan, veja bem. Eu adoro ter minha casa, carro, emprego (embora agora não), pago meus impostos, faço supermercado e cozinho – de jeito nenhum quero viver como uma adolescente – mas volta e meia me assusto ao me ver assim, adulta, ou pelo menos a imagem de uma.

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6 comentários sobre “sobre ser adulta.

  1. Ana Sassaki disse:

    Sou assim como vc. As vezes é estranho me olhar no espelho e ver como o tempo passou. No meu caso, não tive uma adolescência e então, é como algo faltasse… Aos 16 fui mãe, me casei. Aos 17 fui morar do outro lado do mundo e agora, aos quase 28 é como tivesse voado pelo tempo e as vezes recuso-me a ser adulta porque desde cedo tive que se-lo. Amo seu blog, suas palavras refletem muito a minha realidade. Por uma vida mais plena e sem tantos vazios, tanta futilidade.

    • giselleimai disse:

      Oi Ana, eu gosto muito daquele poema do Robert Frost “The Road Not Taken”, a estrada não trilhada – aquele de olhar dois caminhos e ir pelo caminho menos viajado e como isso fez toda a diferença. Uma de minhas melhores amigas da adolescência foi mãe antes de completar 16 anos, ela assim como você, teve de abdicar de tantas coisas, mas ao mesmo tempo, esse caminho menos trilhado transformou vocês no que vocês são hoje ❤ Nem melhor, nem pior esse caminho, apenas o que vocês tiveram que trilhar ❤ Um grande beijo!

  2. Birdy disse:

    Eh engraçado isto,né. Eu tenho 28 anos, casei aos 24 e me divorciei este ano.
    Num churrasco com uma galera que eu conheci agora, fiquei conversando com uma garota que me tinha o rosto familiar.
    Perguntei onde ela tinha feito o segundo grau, e tinha sido no mesmo colégio que eu.
    Soltei meio que alto “ahhhh… então deve ser de lá que eu te conheço!”
    E ela falou “ahn??? mas como que vc vai lembrar de mim do colégio??? eu tenho 24!!!”
    Realmente, não poderia ser de lá, mas ela falou como se eu fosse uma IDOSA!!!!
    Doeu!!! rsrsrsrs

    • giselleimai disse:

      Tem que rir junto né? Eu lembro de ter a idade dela (24) e chamar o povo da minha idade (36) de tiozão. Em contrapartida, me lembro de ter sua idade (28), também me divorciando, e me achar velha (uma bobagem só). Mas daí olho a Jennifer Aniston hoje e penso: gente, que venha os 40! 😀

  3. ronise disse:

    eu falei isso com meu marido esses dias. que não me sinto adulta, mas tenho uma casa, carro, uma filha (como assim, sou mãe de uma pessoa?), pago contas, faço mercado, cozinho, faço faxina. eu acho que a gente não se vê como adulta porque a gente tem (tinha?) uma imagem do que é ser adulta diferente do que é agora. porque os tempos mudaram tanto também.

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