São José dos Campos, 25 de agosto de 2014.

Uma das primeiras coisas que te ensinam depois que você aprende a escrever é escrever o cabeçalho, como no título. Mas a cidade não era essa e a virada do milênio parecia coisa futurística. Eu particularmente sempre gostei de rotina, já escrevi isso uma vez aqui, me ajuda a controlar a ansiedade alta, e fazer o cabeçalho no começo de toda aula me dava um senso de lugar, ocupar um lugar para interagir com ele.

Acordei e fui preparar aula: vamos falar de arte hoje, está no syllabus, uma aula interessantíssima de 3 páginas cheias, que devem ser cobertas em apenas 1h30m. Isso não é aula, é vômito de informação. É uma luta não só minha mas de todo educador, ter mais espaço pra explorar o assunto – ocupar o lugar para interagir com ele.

Eu sempre tive um problema com autoridades, veja. Pais/professores/governo, a lista é imensa. Nasci para subverter a ordem. A verdade é que não tenho tido muito êxito. Mas ao menos em minhas aulas eu tento exercer um pouco de controle e decidi me atrasar no cronograma para dar mais oportunidade aos alunos. Oportunidade de quê? De reflexão, discussão, de ocupar o lugar para interagir com ele.

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