pausa

Amanhã vou passar o dia no templo em Cabreúva. Essa foto o Gi que tirou, sempre achei que ele tem um olho bom pra fotografia. A Serra do Japi é linda de olhar. Vou levar minha câmera. Eu já falei de Walden por aqui, já falei tanta coisa aqui… Mas Walden. Thoreau sabia de algo, que não necessariamente o isolamento, mas o distanciamento das coisas – leva à uma produção/reflexão singular. É meio isso. Já me desliguei de tanta coisa que não quero mais na minha vida. Me pergunto: que tenho eu a acrescentar aqui? É uma pergunta importante essa. Porque o blog começou numa vontade de dividir o que eu guardava aqui dentro. A vida era outra, né?

As pessoas acham que parei de trabalhar e vou viver de marido. Vou curtir minha casa e fazer as coisas que eu gosto – mas vou ter que vender a minha guitarra pra estudar. É nêga, quer ficar 6 meses sem trabalhar pra estudar? Então encara. Desde a incepção do blog sempre escrevi, nem que se fosse um post por mês – e o ano de 2010 viu vários deles – mas por apego, pra deixar algo registrado.

Vamos combinar assim então. O blog fica em pausa. Quando der tesão de escrever eu volto – enquanto isso vou estudar: história da arte e ilustração, fazer minha carteirinha na biblioteca municipal, ir à academia, chamar meus queridos amigos pra curtir a casa nova – um vinho, ir no círculo de debates do Museu da Imagem e do Som…

Eu volto, mas dessa vez sem pressa.

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4 comentários sobre “pausa

  1. Larissa disse:

    Que pessoas acham isso? Eu espero que você não ache que eu ache isso.

    Na verdade, eu admiro pessoas que tomam esse tipo de decisão. É preciso muita coragem para largar as coisas estáveis e seguras, e também arcar com a pressão da sociedade ao tomar essa decisão.

    Ao mesmo tempo que me parece difícil, por outro lado a vida passa muito rápido quando estamos vivendo a mesma rotina todos os dias, e no fim, esses milhares de dias serão esquecidos. Não mudar por conveniência é perder o tesão da visa. Pablo Neruda já nos disse tanto sobre isso.

    • giselleimai disse:

      Larissa, lembra aquele dia que eu tive que furar com você no Fran’s por causa do meu dente? Aquele foi só o começo de uma novela que se estende até hoje. Lembrei disso agora, porque passei por outra cirurgia feia na boca em Novembro e tenho consulta agora na segunda – e me parece que vou ter que fazer outra. Enfim. Quem sabe a gente não senta pra tomar um café um outro dia. Eu sei que tem gente que acha, mas né. Às vezes parece que minha vida é assim, quando tá tudo calmo, dá uma reviravolta. Beijo.

  2. Monica disse:

    Que pena, pois gosto muito de vir aqui ler o que vc escreve. Mas concordo que o legal é escrever quando dá tesão e não por obrigação. Não entendo quem fica uma semana sem postar e já começa o post pedindo desculpas pela ausência. Poxa, o blog é seu e escreve quando quiser, não? Eu às vezes não escrevo pois não quero expor tudo o que acontece simplesmente porque não é a hora, ou porque não deu tempo mesmo de sentar e escreve. Sei lá, a vida é muito complexa pra viver em função do blog. Acho que tem que ser uma coisa prazerosa senão não tem sentido.
    Aproveite seu tempo off line, Gisele.
    Grande beijo!

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