acabou

Dias atrás no templo budista em Cabreúva, depois de eu ter lamentado que um enorme tempo havia sido dispensado em uma tarefa que pareceu ter produzido pouco resultado, a monja Kelsang Jamgyal me disse: “Giselle, a gente não pode ser tão perfeccionista assim, senão a gente é infeliz”. Eu fiquei com vontade de sentar e chorar.

Porque isso foi apenas a culminação do que as pessoas ao meu redor vem me dizendo há anos. As pessoas que já trabalharam comigo, meus familiares – minha psicóloga. Tudo sempre tem que ser feito nos mínimos detalhes – e revisado à exaustão. Meus tutores no trabalho me diziam,  deixe espaço para a improvisação. Mas fazer isso era ceder o controle – e pessoas perfeccionistas são tão ansiosas, que ceder sequer um pouco do controle parece uma tarefa hercúlea.

Por isso 2011 acaba assim. Eu me despeço dessa força destrutiva em minha vida e de tudo que ela vem me causando ao longo dos anos. Que 2012 e os anos que se sigam sejam perfeitamento imperfeitos, que haja espaço para ceder, respirar e deixar acontecer.

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