sem revelações

kodachrome

Nova York, 22 jun (EFE) – A companhia Eastman Kodak anunciou hoje que deixará de fabricar e comercializar o Kodachrome, o primeiro e mais antigo filme em cor a ser vendidos com sucesso e um dos mais valorizados por fotógrafos profissionais.

Com 74 anos de comercialização, o Kodachrome sucumbe ao avanço da fotografia digital e de outro tipo de filmes fotográficos mais modernos, que fizeram cair as vendas destes diapositivos e encarecer o processo de revelação.

“O Kodachrome é um ícone. Foi uma decisão difícil, por sua grande história, mas a maioria dos fotógrafos de hoje aposta em tecnologias mais novas, tanto digitais, como com outro tipo de filmes”, explicou hoje a presidente da divisão de filmes de Kodak, Mary Jane Hellyar, em um comunicado.

De acordo com o ritmo atual de vendas, o fabricante calcula que os carretéis de Kodachrome desaparecerão das estantes de todo o mundo antes do fim deste ano.

A Nessa já estava reclamando disso:

Eu tô besta de ver que não se encontra mais filme p/b na cidade. Filme, sabe? Aquele rolinho que a gente coloca nas máquinas fotográficas “antigas“. Essa semana fui num laboratório e o cara do balcão usou esse termo comigo: “Você ainda usa câmera antiga?”. Pois é, eu uso. Desculpa aí mundo, eu curto ampliações feitas à mão, no escurinho – queimando uma, duas vezes, até sair do jeito que eu quero, sem photoshop, com paciência, luzinha vermelha, cheirinho podre e bandeijinhas sujas… Me deixa em paz, eu realmente prefiro assim. Dá mais trabalho mas é mais bonito. Eu nem sei fotografar como deveria porque pra mim a mágica toda fica na ampliação. Pqp, como eu curto essa brincadeira! Malditas máquinas digitais e seus preços cada vez mais baixos. E já que eu tô reclamando: maldita preguiça dessas pessoas que cada vez entendem menos de luz e se acham mais arrrtistas conhecedores das lentes.

Demorei tanto pra aprender a fotografar em uma máquina manual, gastava boa parte do meu tempo garimpando lojas de eletrônicos usados em busca de uma Leica e sempre acabava achando uma Nikon decente, que pesava nas mãos. Parece que eu associo isso com máquina de qualidade, mas é uma bobagem. Porque eu lembro que eu tinha uma digital da Fujifilm e quando ganhei uma manual o peso nas mãos me fazia sentir uma fotógrafa de verdade. E a concunhada da Nessa, que por sinal também é minha amiga, a Camila (que fez Artes Plásticas com especialização em Fotografia) me ensinou muita coisa sobre filmes, quais captavam qual cor e como usar o obturador. Mas eu vejo que tudo isso é a vida marchando, sempre pra frente. Tudo vai virar bit, informação, nada vai ser concreto mesmo. A gente pode ir se acostumando com a idéia de tudo ser abstrato.

5 comentários sobre “sem revelações

  1. Giovanni disse:

    É bem provavel que eles continuem fazendo os filmes para o pessoal que curte todo o processo de revelação, etc… mas a um preço bem caro já que largaram mão da economia de escala (que não tava servindo mais pra nada, uma vez que “todo mundo” usa digital hoje em dia).

    O lance do peso é engraçado. Meu pai uma vez comprou um videocassete (uau!) da Samsung e a primeira coisa que ele fez ao tirar da caixa foi falar “hmm, bem pesado né!” e abrir um sorriso. Porque pesado era sinônimo de qualidade… mas eu acho que na verdade o que interessa é se é robusto ou não. Se não parece que vai quebrar na primeira queda. Essas coisas.

    Falando em máquina… precisa por aquela Sony pra funcionar mais vezes 🙂

  2. madoka disse:

    Oba, que bom ter voltado a postar por aqui. E já começaram as aulas na
    faculdade?
    Então, é correr e fazer estoques do rolinho até o final deste ano rs.
    Estou com a Nessa, também curto ampliação feito a mão. Estava querendo fazer um curso, mas agora, como ficam as máquinas manuais?
    madoka

  3. Nessa disse:

    Ai, querida… quando fomos gravar a demo do Jesus Mongolóide (a banda do meu maridón na época, dois mil e pouco), queríamos reproduzir uma gravação ‘dos anos 80’ e decidimos gravar em rolo e usar como master uma fita cassete. Rodamos Curitiba toda atrás de fitas chromo e conseguimos logo UMA, a última segundo o dono da loja.
    Depois a Polaroid faliu e não se acha mais filme.
    Agora essa…
    Eu tenho a impressão de que eu tô querendo andar pra trás, não é possível!! hehe

    Beijo, gata!

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