au revoir Simone

 O texto abaixo é de autoria da Cynthia Semíramis, retirado de seu excelente blog.

Centenário de Simone de Beauvoir. 9 janeiro 2008

Hoje, se estivesse viva, Simone de Beauvoir faria cem anos. Ela é admirável, não só pela influência de seus livros no processo de emancipação das mulheres, mas pelo seu estilo de vida, bastante independente e transgressor. Sem se casar oficialmente, e conduzindo relações paralelas, teve com Jean-Paul Sartre uma relação tanto intelectual quanto amorosa que perdurou por mais de cinqüenta anos, até a morte dele. Para se ter uma idéia do escândalo dessa postura em meados do século passado, ainda hoje são poucas as pessoas que aceitam ou vivem um relacionamento amoroso aberto, em casas separadas. Também são poucas as pessoas que optam por não ter filhos, e menos ainda as que têm uma relação intelectual séria e duradoura. E quem se impressiona com Angelina Jolie e Brad Pitt andando juntos pelo mundo a serviço de causas humanitárias é porque não viu, em meados do século passado, Beauvoir e Sartre fazendo a mesmíssima coisa, ele em pé de igualdade com ela.

Espero que neste ano sejam publicadas edições comemorativas de suas obras, principalmente uma edição especial de “O Segundo Sexo” (pois as existentes estão todas em bibliotecas, mofadas e impossíveis de ler). É o mínimo que se pode esperar em homenagem à uma mulher que mudou as perspectivas do movimento de mulheres e lançou olhares interessantíssimos sobre a cultura ocidental.

Para saber mais:

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*E a Denise dá a dica dessa banda adorável: Au Revoir Simone.

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7 comentários sobre “au revoir Simone

  1. Priscila disse:

    Tá super viciada em blogar e cheia das informações interessantes.
    Leio seu blog pelo google reader agora e é um dos blogs mais atualizados ultimamente. Fico no trabalhando só esperando coisas novas pra ler e quando vou ver é o seu denovo aparecendo como mensagem não lida. E não estou reclamando! Eu adoro que você poste bastante. bjs

    resposta:
    Mas você sabe que vem e vai, esse negócio de postar bastante, né Kubo-chan 🙂 Daqui a pouco eu desacelero e fica naquela de um por semana de novo .

  2. .m. disse:

    muito bom saber mais de suas referências literárias. estou gostando do blog.

    resposta:
    Alguma dica de livro? Vou ler um da Doris lessing e talvez um da Byatt em seguida. Depois não sei. Aceito recomendações.

  3. .m. disse:

    admirável mundo novo é excelente. usei na minha monografia, inclusive. encaixa-se sobremaneira no cotidiano.

    bom, contraponto dele é legal, mas demora para engrenar e termina de um jeito broxante.

    gosta de cortázar ou borges? de poesia, admiro muito william blake. =)

    resposta:
    Borges eu li pelos 20 anos quando conheci o Ale e ele me deus uns livros dele pra eu ler e não me agradou muito. Ficou tudo no Brasil, quando voltar tenho que reler e ver o que o peso dos anos na leitura. Do Cortázar eu só li O Jogo da Amarelinha, que é o que todo mundo leu, nem sei se ele escreveu mais coisas legais. E Blake! Adoro. Mas gosto mais de poetas mulheres, porque como já dizia a Leila Mícolis, poeta, porque em poetisa todo mundo pisa.

  4. .m. disse:

    Borges é muito bom. Não tudo, claro. Tirando o Willie Wonka, mais ninguém faz tudo com qualidade. Cortázar tem livros fantásticos, tipo “cronópios e famas”. Blake é sublime. “The tyger” acho que é a poesia mais conhecida. Adoro. As “canções” também são ótimas. O autor de moonshadow usou uma na abertura de um dos livros da hq. Também gosto de “do not go gentle into that good night”, do dylan thomas. e “cântico negro”, do josé régio. e qual o problema de pisar em poetisa se você estiver fazendo vinho? =P essa frase de pisa/poetisa me lembrou florbela escpanca. gosto dela. também gosto muito de sylvia plath e hilda hilst. enfim…

    resposta:
    Como assim qual o problema de se pisar em uma poetisa? No caso do vinho, ela pisa e não é pisada, saca? Eu já ODEIO Florbela Espanca. Não gosto mesmo. Já da Plath sou suspeitíssima pra falar, the best poet ever.

  5. renata disse:

    eu chorei quando terminei de ler um livro dela chamado ”os mandarins”. o livro era enorme (tinha umas 500 páginas) e, após tanto tempo convivendo com aquela história foi difícil me convencer que o livro tinha acabado… deu saudade

    resposta:
    Eu também me sinto assim, com saudade, quando acabo de ler um livro que eu gostei muito. Fico dias folheando de novo e não leio nada, porque vou estar traindo o livro. Mas me fala, de quem é esse livro e sobre o quê? Curiouser and curiouser.

  6. .m. disse:

    Acho que estou com um problema grave de comunicação e transmissão de idéias. =)

    Sério que não quis chateá-la, só fazer uma brincadeira que já é néscio explicar.

    E Plath é realmente muito boa. “Os manequins de munique” é um dos poemas que mais aprecio. Pena que não tenho tido tempo de atualizar meu site para colocar mais coisa.

    resposta:
    Pois é, eu sou bem chata mesmo. 🙂 Mas da Plath, o meu favorito é Lady Lazarus, ela realmente é mestra.

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