às mães

Esse blog sobre maternidade é o novo Mothern.

Às meninas que foram mães cedo: leitura indispensável.

A Isabella vem de um background punk, feminista, ela fala tantas línguas que eu já perdi a conta (inglês, alemão, sueco, flamenco, se brincar ela fala mais japonês que eu, fia), toca tantos instrumentos que eu já idem e é uma das amigas que eu não vejo há séculos, eu porque estou aqui e ela porque mora nos estados unidos já há um tempão, mas que mora aqui dentro. E é artista plástica, padeira de mão cheia, companheira e… mãe. E  ela e sua amiga Anelise, jornalista e skatista, vão compartilhar no blog o que aprenderam: que são mães por consequência, mas o amor é por escolha, nada do tal instinto materno. Como a Isa mesmo descreve o blog: a favor do bom português, a favor da maternidade sem culpa, a favor da cervejinha merecida e das conversas tabuzentas

AQUI.

Já faz uns anos que a Isabella (na foto abaixo com a Ara ainda bem nenê) vêm escrevendo sobre maternidade em seu fotolog, vide texto abaixo de 2005, onde ela fala da indústria alimentícia de bebês nos estados unidos. Mas achei legal agregar tudo em um blog e duas cabeças pensam melhor que uma e é mais divertido também.

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“… Engraçado como as americanas não amamentam. Elas dão um leite de vaca esquisitíssimo que vende no supermercado, super caro, que vem com umas “vitaminas” muito locas, e os nenês ficam gordos, asmáticos e burros. E viram adultos diabéticos, obesos, alérgicos a tudo quanto é coisa (aqui, “alergia a glúten” é mais comum que o mais comum dos resfriados, é bizarro!!), asmáticos to the bone.

A indústria farmacêutica (os lobbistas mais poderosos do mundo) mandam as enfermeiras da maternidade dar amostras grátis desse leite pras novas mães, pra encorajá-las a consumir o produto ao invés de alimentar seus filhos natural e gratuitamente. A minha enfermeira ficou aboslutamente dragonizada quando eu recusei. “Mas é de graça!” – “Mas eu não quero!” – “Não quer?!?” – “Não!” – (enfermeira, confusa, começa entao a telefonar: “Ela não quer! não! perguntei, mas ela disse que não queria!”)
Minhas amigas dizem, ‘Mas a mamadeira é tao conveniente!’. Eu digo, ‘Minha filha, se ter que acordar no meio da noite pra lavar, esterilizar, e preparar uma mamadeira é mais fácil do que levantar a blusa, nosso conceito de conveniência é muito diferente’.

Pobres nenês. Pra que ter filho se vai maltratar desse jeito…”

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2 comentários sobre “às mães

  1. Giovanni disse:

    ah, por isso que eu não entendo aquele aviso “não contém gluten” nos produtos. nunca vi NINGUEM dizer que tinha alergia a gluten. tá explicado, coisa dos states!

    resposta:

    Eu também nunca conheci ninguém com alergia a glúten. 🙂

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