filmes

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E então que um dos itens da minha lista é assistir os 100 melhores filmes pela AFI, de acordo com a lista de 1997. A lista eu deixei no folder 101 em 1001, no topo da página (em negrito, estão os filmes que eu já assisti). Mas vale lembrar que vou assistir todos os 100, até mesmo os que eu já vi. Comecei hoje.

  • item #34: To Kill a Mockingbird, 1962 (O Sol é Para Todos)

Minha mãe me ensinou a gostar de livros e filmes. Desde pequenas, ela nos enchia de livros infantis e eu me lembro de uma coleção de uns 40 livros: O Gato de Botas, Simbá O Marujo e todas as outras historinhas infantis. Ela também nos incentivava a sair da frente da TV pra ouvir LPs de narração de historinhas (historinhas essas que eu e minha irmã nos lembramos até hoje e ela ainda sabe imitar as vozes, às vezes começamos contar as historinhas e a gente mal consegue falar, de tanta risada que a gente dá) e antes de dormir ela inventava historinhas pra nos contar. Boneca mesmo eu tive poucas. Uma de porcelana de vestido rosa, uma Barbie, alguns ursinhos carinhosos. E assim ela me deu um presente: o gosto pela leitura.

Quando fiz uns 14 anos eu comecei a me interessar por uma cômoda de madeira bem antiga que ela tinha (e ainda tem), onde estavam guardados os “livros de adultos”. E assim eu comecei a ler estes livros e sem querer eu li livros muito bons antes dos 15 anos, sem saber que eram livros muitos bons. Li “Lolita” do Nabokov, “A Comédia Humana” do Balzac, “Horizonte Perdido” do James Hilton entre tantos outros que ao longo dos anos eu voltava pra emprestar dela.

E ela que sempre gostou de um filminho. Sempre ia às locadoras domingo de manhã pegar uma “fita” pra assistir. E eu ia junto. Era nosso pequeno passeio secreto. Ela sempre gostou de filmes sobre Direito e To Kill a Mockingbird* foi um desses filmes que a gente locou em um daqueles domingos. E hoje revendo eu acho que foi um filme perfeito pra uma criança assistir, porque o filme é visto pelos olhos de duas crianças, dois irmãos: o Jem e a Scout – e como o filme mostra a transição da inocência para o momento em que as crianças começam a tomar conhecimento do mundo. Obrigada, Mami. Porque nenhuma quantia de dinheiro compra o que você me ensinou

* É o nome do livro escrito pela Harper Lee, no qual o filme foi baseado. Ainda não li. No filme Capote (que eu achei excelente, porque a figura que escreveu o livro The Breakfast at Tiffany’s** foi uma das mais controversas) Harper Lee, que era amiga de infância do Truman Capote, o acompanhou por dois meses na pesquisa do livro que o Capote estava escrevendo(foto acima à esquerda, Capote e Harper Lee, retratados no filme Capote). E no filme mostra quando ela vendeu os direitos do filme e quando o filme foi estreado, etc.

**Livro que está no top 10 mesmo e no qual o segundo filme que eu mais amo na vida foi baseado. Porque a Holly Golightly não é boazinha e o Capote muito esperto queria que a Marilyn Monroe fosse a Holly (Capote e Marilyn, 1954 – foto acima à direita). Mas daí que foi a Audrey Hepburn que imortalizou a Holly na telona.

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3 comentários sobre “filmes

  1. Alderito disse:

    Sou estudante de direito e fui informado sobre um filme sobre o tema onde uma mulher é condenada por matar o marido. Após cumprir a pena descobre que o homem não morreu, decie então matá-lo. Nisso abre-se a discussão jurídica, já que ela já cumpriu a pena…
    Gostaria de saber o nome desse filme, se alguém puder me ajudar agradeço muito.

    Um abraço fraternal

    Alderito

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