300

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Eu já havia lido tanta coisa sobre o filme e queria muito ver: porque há dois blogs que eu leio todos os dias, duas mulheres inteligentes e interessantes e uma amou e a outra não está nem aí pro filme. Daí eu fiquei “ué?” e quis muito assistir. Então faço aqui minhas as palavras da Mary W. **:

“(…)E eu adoro ver pessoas que não têm medo de morrer. E acho que isso fica muito bem em homens. Tipo é uma coisa de macho. As mulheres de Esparta*** também são interessantes. Principalmente porque eu acho que a gente acaba fazendo o contraponto com as de Atenas. Na verdade, Esparta SÓ existe em relação a Atenas, no meu planeta. Daí que eu gostei do filme. E fiquei mais simpática a eles todos. No geral, eu tendo a detestá-los. Por conta do Peloponeso, acho. Eu fico achando que a filosofia ateniense é o grande legado grego. (…)”

E enquanto eu assistia o filme eu pensava naquele lance de unidade, porque foi por causa dessa batalha que as cidades-estado da Grécia, desunificadas, se uniram para formar uma aliança contra os Persas (é, em se tratando de filme épico, eu sempre pesquiso o assunto antes, confesso) – e umas semanas atrás eu assisti o documentário The End of The Century – aquele sobre os Ramones e uma coisa que o Joe Strummer (o vocalista do Sex Pistols) falou no documentário me veio à cabeça: que as pessoas em 75 estavam naquela coisa hippie e desnorteadas e de repente vem essa banda tocando umas músicas rápidas, uma atrás da outra*, e com aquele visual de unidade – a jaqueta, os jeans apertados, o cabelo e de repente as pessoas queriam fazer parte dessa unidade, visual e sonora. Isso pra mim foi revelador.

*E a Isa** escreveu uma coisa que me fez pensar nesse negócio de preenchimento de espaço e pra mim elucidou uma série de coisas: gente que tem blog cheio de coisas e figurinhas e coisinhas brilhantes, ou um guarda-roupa entupido de roupas, ou esse negócio de banda que toca uma música atrás da outra. Ela escreveu “(…)Isso me lembrou da “aflição do vazio”, uma aula de história da arte da faculdade em que a professora explicou que, na cultura muçulmana/árabe, é comum que a decoração (de paredes a tapetes) e a arquitetura sejam sempre compostas de padrões geométricos detalhados que não deixam nenhum espaço em branco (dá até tontura, às vezes), por causa dessa “aflição do vazio”; os espaços em branco não são considerados agradáveis esteticamente(…)”  –

** E eu preciso de um terapeuta. Porque agora além de citar seriados, também cito blogueiros em minhas conversas. Assim.

*** E o Ale (que é historiador) me lembrou que a Helena de Tróia era de Esparta – ou melhor, ela era casada com o rei de Esparta.

(a fotos foram tiradas no banheiro do cinema. só pra mostrar minha bolsa-xodó)

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