sobre livros e bolsas

Eu sou suspeitíssima pra falar de Stephen King. Por obssessão, pocuro ter quase todos os livros na medida em que são lançados e aviso: pra quem acha que Stephen King é só terror deve ler o conto Rita Hayworth and Shawshank Redemption – tão bem adaptado para o cinema como Um Sonho de Liberdade, com o Tim Robbins e o Morgan Freeman. Outro livro excelente, The Green Mile, foi razoavelmente adaptado para o cinema como À Espera de Um Milagre, com Tom Hanks – detalhe que quando o livro foi traduzido pela primeira vez no Brasil ele foi publicado como Corredor da Morte e depois do filme, o livro saiu com esse nome ridículo. Críticos literários ODEIAM o Stephen King e o chamam de “literatura ruim e barata”. Whatever. Eu adoro.

Leio Joyce, Jorge Luis Borges e Hemingway e leio Stephen King também, como não? O Iluminado do Kubrick, apesar da fotografia espetacular, foge um tanto da história original, mas entendo que nem tudo que faz boa literatura faz bom cinema, já que até livro ruim vira filme bom: diz a lenda que o diretor Howard Hawks apostou com o Hemingway que ele conseguiria fazer um filme bom do pior livro que ele havia escrito, no que Hemingway perguntou: e qual o pior livro que já escrevi? – “aquela porcaria chamada To Have and Have Not” – Howard Hawks ganhou a aposta porque To Have And Have Not é um clássico americano, com Bogart e Bacall (o casal 20 Hollywood) – o William Faulkner foi um dos roteiristas e colaborou também em Big Sleep, filme noir de primeira com o Bogart. Hoje fui à livraria e depois de folhear tantas peças teatrais do Shakespeare, acabei levando um livro do King que eu ainda não tinha.

E eu namorei uma bolsa em uma loja por três semanas e até escondi ela entre tantas outras para eu poder comprá-la depois. Parece uma daquelas “doctor bags” (bolsas de médico) bem antigas e o couro é todo gasto, que dá essa aparência de que foi usada por anos. Eu, normalmente rejeito esse tipo de coisa sabe? Coisas novas que são tratadas para parecerem velhas (como alguns jeans) – mas algumas coisas eu não resisto mesmo. Faz de conta que foi de um médico bem velhinho do interior, daí ele se aposentou e colocou a bolsa à venda.

End of story.

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2 comentários sobre “sobre livros e bolsas

  1. Priscila disse:

    Adoro o jeito e as coisas que você escreve desde que uma vez te ‘trombei’ no livejournal há anos atrás.
    Que bom ter ‘te’ reencontrado.
    Um beijo.

    resposta:
    Nossa nossa, há quanto tempo. Não me esqueço que você que me ensinou colocar fotos em blog. Usando o Photobucket. Nossa, eu não tinha noção mesmo, né? Que bom que a gente se trombou de novo.

  2. Camilafa disse:

    Amoreeeee que saudades!!!

    Então, vim dizer que sua bolsa é um charme (ando com este vício de comprar bolsas também, a última foi uma azul de couro charmosona)…

    Giuzóca, já te falei como fico admirada com esta sua capacidade de lembrar das coisas, dos nomes, fazer estas co-relações e tal… então, meus parabéns sobre o texto amore!!

    Ahhh e eu geralmente ODEIO adaptações dos livros que leio para o cinema, sempre fico frustrada… eu geralmente crio o meu personagem, ele tem rosto, tem a casa, eu vislumbro tudo na minha imaginação, mas, geralmente fica tudo errado, a mocinha ou é bonita demais, ou não colocam alguma cena de impacto… enfim, acho sempre chato!

    resposta:
    Cá, bala de gengibre comanda, como não?
    Mas vim aqui te dar um olá e dizer que eu não gosto de bala de gengibre!! uahauhauhauhauha
    Beijocas xuxu

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