Tate e fotografia


Assisti Little Man Tate mais uma vez. O filme é brilhante. O que há para não gostar? Jodie Foster e Harry Connick Jr. (menino-jazzístico que adoro). Sem falar nas telas que o personagem Fred Tate pintava. Não tenho a força criativa para telas como aquela da cabeça de aquário. Só a fotografia me salva e me acalenta, porque nela me encontro: minhas lentes não me julgam, elas são a melhor parte de mim, a parte que a maioria das pessoas não vê. Quando assisti Lost in Translation, a personagem Charlotte diz que já tentou fotografar, mas suas fotos são medíocres, apenas fotos de seus próprios pés e que toda menina tem uma fase de fotografia, como a fase de gostar de cavalos – me vi completamente nessa situação. Hoje não me preocupo mais em ser brilhante (embora eu seja um tanto perfeccionista) e ver um propósito em tudo. Aprendi dar valor ao improviso, ao inesperado e tudo bem se eu tirar fotos de meus próprios pés.

foto: “a contorcionista” 2003, giselle imai.

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